11/05/2014

Evangelho Dominical – Quarto Domingo de Páscoa (Ano A)

“Parábola do Bom Pastor”, Pieter Brueghel o Velho, gravado em 1565 por Philips Galle (1537–1612), New York, Metropolitan Museum of Art
Evangelho segundo S. João 10.1-10

1   Em verdade, em verdade vos digo: o que não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, esse é ladrão e salteador.
2   Aquele, porém, que entra pela porta, esse é o pastor das ovelhas.
3   Para este o porteiro abre, as ovelhas ouvem a sua voz, ele chama pelo nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora.
4   Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz;
5   mas de modo nenhum seguirão o estranho; antes, fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.
6   Jesus lhes propôs esta parábola, mas eles não compreenderam o sentido daquilo que lhes falava.
7   Jesus, pois, lhes afirmou de novo: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas.
8   Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não lhes deram ouvido.
9   Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem.
10   O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.

- Bíblia Sagrada J. F. de Almeida Revista e Atualizada (SBB)

Quarto Domingo de Páscoa – Ano A (11 de maio de 2011)

"O Bom Pastor", William Dyce
O Senhor Jesus Cristo crucificado e ressuscitado é nosso Bom Pastor

Éramos "como ovelhas desgarradas", mas o Senhor Jesus Cristo sofreu e morreu voluntariamente por nós, “levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro” (1 Pedro 2.24-25). Nós fomos sarados pelas suas chagas (1 Pedro 2.24) e em sua Ressurreição ele nos reúne junto dele como o nosso Bom Pastor, cuja justiça permite que todos "tenham vida e a tenham em abundância" (João 10.10). Agora, através de outros pastores que ele chama e envia em seu nome, ele protege e nos mantém nos pastos verdejantes de sua Igreja, levando-nos para junto das águas tranquilas do nosso Batismo e servindo a Festa de sua Mesa diante de nós. Visto que ele nos chamou pelo Evangelho para sermos suas ovelhas amadas, nós somos aqueles que "ouvem a sua voz" e lhe "reconhecem a voz" (João 10.3, 4) na pregação fiel do seu Evangelho e o seguimos pela fé. Quando recebemos o seu Evangelho, temos a vida abundante e a unidade de todo o rebanho sob um Bom Pastor, "na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações" (Atos 2.42). — LCMS Lectionary Summaries

Cor litúrgica: Branca

LEITURAS:

† Antigo Testamento: Atos 2.42-47
† Salmo: Salmo 23 (antífona v. 1)
† Epístola: 1 Pedro 2.19-25
† Santo Evangelho: S. João 10.1-10

ORAÇÃO DO DIA: 

Todo-poderoso Deus, Pai misericordioso, visto que despertaste da morte o Pastor de teu rebanho, concede-nos teu Espírito Santo para que, ao ouvirmos a voz de nosso Pastor, possamos reconhecer aquele que chama a cada um de nós pelo nome e segui-lo por onde ele nos levar; através do mesmo Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém. — Culto Luterano: lecionários (Editora Concórdia)

08/05/2014

C. F. W. Walther sobre Lei e Evangelho

Dr. C. F. W. Walther pregando sobre uma carroça na Conferência Inglesa de 1872 (Desenho de Wm. M. Lawson, Chicago, EUA)
Comparando a Sagrada Escritura com outros escritos, observamos que nenhum livro é aparentemente tão cheio de contradições como a Bíblia, e que, não apenas em pontos de menor importância, mas no assunto principal, na doutrina de como podemos vir a Deus e ser salvos. Num lugar, a Bíblia oferece perdão a todos os pecadores; em outro lugar, o perdão dos pecados é retido a todos os pecadores. Numa passagem, a vida eterna é oferecida livremente a todos os seres humanos; em outra, requer-se que façam alguma coisa pessoalmente para que possam ser salvos. Esse enigma é resolvido, quando refletimos no fato de que nas Escrituras há duas doutrinas inteiramente diferentes entre si, a doutrina da Lei e a doutrina do Evangelho.

-- C. F. W. Walther, doutor e pastor em A correta distinção entre Lei e Evangelho, pág. 26.

07/05/2014

Comemoração de C. F. W. Walther, Teólogo - 7 de maio


Hoje a Igreja Luterana celebra a memória de Carl Ferdinand Wilhelm Walther (1811-1887), um grande pastor e teólogo que nos ajudou a conservar o legado evangélico de Martinho Lutero. Nasceu na Saxônia. Foi educado na Universidade de Leipzig e se tornou um pastor e professor na Saxônia antes de emigrar, em 1839, com outros luteranos, que se estabeleceram em Missouri (EUA). Walther serviu como pastor de várias congregações em St. Louis, fundou o Concordia Seminary e em 1847 foi fundamental para a formação da Igreja Luterana - Sínodo de Missouri (então chamada Deutsche Evangelisch-Lutherische Synode von Missouri, Ohio und anderen Staaten - Igreja Evangélica Luterana Sínodo de Missouri, Ohio e outros Estados). Walther trabalhou incansavelmente para promover o ensino confessional luterano e concordância doutrinária entre todos os luteranos nos Estados Unidos. Foi um prolífico escritor e orador. Entre suas obras mais influentes se destacam “Igreja e Ministério” e “A correta distinção entre Lei e Evangelho”.

LEITURAS:

† Salmo 46
† Isaías 55.6-11
† Romanos 10.5-17
† São João 15.1-11

ORAÇÃO DO DIA:

Ó Senhor Deus, Pai Celestial, nós oramos para que, assim como tu levantaste C. F. W. Walther para guiar o teu povo na revalorização de sua herança confessional e confiança no Evangelho salvífico de Jesus Cristo, continues a dar-nos pastores e líderes fiéis, mantendo-os firmes em tua graça e verdade, defendendo-os contra todos os inimigos da tua Palavra e concede à Igreja militante de Cristo tua paz salvadora; através de Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

06/05/2014

A liturgia nas vocações diárias do povo redimido de Cristo

Páscoa 2011 na St. Paul Lutheran Church (LC-MS), Bonduel, EUA.

A liturgia se inicia na Fonte, Púlpito e Altar, e continua nas vocações diárias do povo redimido de Cristo.

~ Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. ~ Romanos 12.1-2

04/05/2014

Evangelho Dominical – Terceiro Domingo de Páscoa (Ano A)

“A Ceia em Emaús” (1808), Willem Herreyns (1743-1827)

Evangelho segundo S. Lucas 24.13-35

13   Naquele mesmo dia, dois deles estavam de caminho para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios.
14   E iam conversando a respeito de todas as coisas sucedidas.
15   Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles.
16   Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer.
17   Então, lhes perguntou Jesus: Que é isso que vos preocupa e de que ides tratando à medida que caminhais? E eles pararam entristecidos.
18   Um, porém, chamado Cleopas, respondeu, dizendo: És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignoras as ocorrências destes últimos dias?
19   Ele lhes perguntou: Quais? E explicaram: O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era varão profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo,
20   e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram.
21   Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam.
22   É verdade também que algumas mulheres, das que conosco estavam, nos surpreenderam, tendo ido de madrugada ao túmulo;
23   e, não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo terem tido uma visão de anjos, os quais afirmam que ele vive.
24   De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram.
25   Então, lhes disse Jesus: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!
26   Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória?
27   E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras.
28   Quando se aproximavam da aldeia para onde iam, fez ele menção de passar adiante.
29   Mas eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque é tarde, e o dia já declina. E entrou para ficar com eles.
30   E aconteceu que, quando estavam à mesa, tomando ele o pão, abençoou-o e, tendo-o partido, lhes deu;
31   então, se lhes abriram os olhos, e o reconheceram; mas ele desapareceu da presença deles.
32   E disseram um ao outro: Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras?
33   E, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém, onde acharam reunidos os onze e outros com eles,
34   os quais diziam: O Senhor ressuscitou e já apareceu a Simão!
35   Então, os dois contaram o que lhes acontecera no caminho e como fora por eles reconhecido no partir do pão.

- Bíblia Sagrada J. F. de Almeida Revista e Atualizada (SBB)

Terceiro Domingo de Páscoa – Ano A (4 de maio de 2014)

“A Ceia em Emaús”, Philippe de Champaigne (1602-1674)

O Senhor Jesus Ressuscitado está conosco no Santo Batismo e no "partir do pão"

Desde "antes da fundação do mundo" até que céu e terra passem "a palavra do Senhor permanece para sempre" (1 Pedro 1.20, 25). Essa "palavra de Deus, viva e que permanece para sempre", é a pregação de Jesus Cristo, isto é, que Deus "o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória" (1 Pedro 1.21, 23). Por intermédio dessa palavra viva nós fomos "regenerados" para a vida eterna (1 Pedro 1.23) e resgatados da nossa vida pecaminosa e mortal "com o precioso sangue de Cristo" (1 Pedro 1.18-19). Esta palavra viva também nos chama para se arrepender, morrer e ressuscitar no Santo Batismo "em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados" (Atos 2.38). No Santo Batismo recebemos o Espírito Santo "para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe" (Atos 2.39). Através da pregação de sua Cruz e Ressurreição, Jesus se aproxima para nos fazer entrar "na sua glória" (Lucas 24.26). Assim como Ele abre as Escrituras, Ele também abre nossas mentes para compreender as coisas "que a seu respeito constava em todas as Escrituras" (Lucas 24.27) e nos leva a conhecê-lo "no partir do pão" (Lucas 24.35).

Cor litúrgica: Branca

LEITURAS:

† Antigo Testamento: Atos 2.14a, 36-41
† Salmo: Salmo 116.1-14 (antífona v. 5)
† Epístola: 1 Pedro 1.17-25
† Santo Evangelho: S. Lucas 24.13-35

ORAÇÃO DO DIA:

Ó Deus, que através da humilhação de teu Filho levantaste o mundo caído, concede que teu povo fiel, resgatado dos perigos da morte eterna, viva em alegria perpétua; através de Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.