15/07/2014

Comemoração de Santa Olga e São Vladimir, primeiros governantes cristãos da Rússia – 15 de julho

Mosaico de Vladimir e Olga (séc. XIX). na Catedral de Santo Isaac, São Petersburgo, Rússia.
Olga (ou Helga), nascida por volta de 890, foi esposa do príncipe Igor da Rússia e depois de sua morte, em 945 foi regente de seu filho. Em 957, Olga visitou Constantinopla, tornando se cristã logo depois. No entanto, não obteve sucesso na conversão de seu filho ou de um número significativo de compatriotas. Ela morreu em 969, provavelmente no dia 11 de julho.
Vladimir, bisneto de Rurik I (o mítico fundador do Estado russo), neto de Olga e o mais novo dos três filhos de Sviatoslav I de Kiev, nasceu em 956 e se tornou Príncipe de Novgorod em 970. Em 972 seu pai morreu e os três filhos lutaram pela coroa. Vladimir subiu ao trono de Kiev em 980 após vencer seu irmão Yaropolk com o apoio Viking, expandindo seu império através de uma série de conquistas.
Vladimir interessou-se pela religião e começou a estudar o Evangelho, recebendo o Santo Batismo em 989. Casou-se depois com a princesa Ana Porfirogênita, irmã do imperador bizantino Basílio II.
Vladimir levou seu compromisso cristão a sério, e sob seu governo a cristianização da Rússia avançou rapidamente. Descartou sua antiga coleção de mulheres e amantes pagãs, destruiu ídolos e templos pagãos, construiu igrejas, mosteiros e escolas, trouxe missionários gregos para educar o seu povo, aboliu ou restringiu grandemente a pena de morte e deu generosos donativos aos pobres. Ao converter o seu povo, no entanto, Vladimir recorreu a métodos militares (toda a sua vida ele sobreviveu lutando) e algumas de suas ex-esposas pagãs e seus filhos levantaram uma rebelião armada contra ele, no curso da qual foi morto perto de Kiev, em 15 de julho de 1015. Ele e sua avó Olga são honrados como os fundadores do cristianismo russo.

ORAÇÃO DO DIA:

Ó Deus, que chamaste a tua serva Olga e seu neto Vladimir para um trono terreno a fim de que eles pudessem avançar teu reino celestial, e deu-lhes o zelo pela tua Igreja e amor pelo teu povo, concede misericordiosamente que nós, que os comemoramos neste dia, sejamos fecundos em boas obras e alcancemos a gloriosa coroa de teus santos; por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, pelos séculos dos séculos. Amém.

13/07/2014

Evangelho Dominical – Quinto Domingo após Pentecostes (Ano A)

A Parábola do Semeador conforme ilustração em Hortus deliciarum compilado por Herrad de Landsberg (séc. XII).
Evangelho segundo S. Mateus 13.1-9, 18-23

1 Naquele mesmo dia, saindo Jesus de casa, assentou-se à beira-mar;
 2 e grandes multidões se reuniram perto dele, de modo que entrou num barco e se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia.
 3 E de muitas coisas lhes falou por parábolas e dizia: Eis que o semeador saiu a semear.
 4 E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e, vindo as aves, a comeram.
 5 Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra.
 6 Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se.
 7 Outra caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram.
 8 Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um.
 9 Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
[…]
 18 Atendei vós, pois, à parábola do semeador.
 19 A todos os que ouvem a palavra do reino e não a compreendem, vem o maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho.
 20 O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria;
 21 mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.
 22 O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera.
 23 Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um.

- Bíblia Sagrada J. F. de Almeida Revista e Atualizada (SBB)

12/07/2014

Quinto Domingo após Pentecostes – 13 de julho de 2014 (Próprio 10 – Ano A)


A pregação da Palavra de Cristo leva aos bons frutos da fé e amor

“Assim como descem a chuva e a neve dos céus” e “regam a terra e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come” (Isaías 55.10), assim também a Palavra de Deus realiza o propósito do qual ela fala, concedendo alegria e paz através do perdão dos pecados e produzindo os frutos da fé e amor naqueles que são chamados por seu nome. Jesus Cristo, o Verbo encarnado, estabeleceu o nome do Senhor como um “sinal eterno, que nunca se apagará" (Isaías 55.13). Ele abre os nossos ouvidos para ouvir, nossas mentes para compreender e nossos corações para crer em sua Palavra, a fim de que o maligno não venha e a tire de nós. Por isso, Jesus transforma nossos corações pedregosos em terra boa, que se apega ao Evangelho "e dá fruto" (Mateus 13.23). Ele próprio é as primícias de todos os que receberam “o Espírito de adoção de filhos" (Romanos 8.15). Portanto, sendo "guiados pelo Espírito de Deus", não temos medo, mas clamamos com fé ao nosso Pai no céu (Romanos 8.14-15). Assim como sofremos com Cristo, o Filho amado, assim "também com ele seremos glorificados" (Romanos 8.17).

Cor litúrgica: Verde

LEITURAS:

† Antigo Testamento: Isaías 55.10-13
† Salmo: Salmo 65.(1-8) 9-13 (antífona v. 5)
† Epístola: Romanos 8.12-17
† Santo Evangelho: S. Mateus 13.1-9, 18-23

ORAÇÃO DO DIA:

Bendito Senhor, visto que fizeste que as Escrituras Sagradas fossem escritas para nosso ensino, concede que possamos ouvir, ler, observar, estudar e internamente digeri-las, a fim de podermos abraçar e sempre manter firme a bendita esperança da vida eterna; através de Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém. 

11/07/2014

Comemoração de São Bento de Núrsia – 11 de julho


Bento, abade e fundador das comunidades monásticas de Subiaco e Monte Cassino, e autor da regra monástica que leva seu nome, é o patriarca do monaquismo ocidental, uma vez que o monaquismo cristão já existia havia três séculos no Oriente. A fonte primária para o nosso conhecimento de sua vida é o livro II dos Diálogos de São Gregório Magno. Bento nasceu por volta de 480 em Núrsia (ou Nórcia), na Itália, e estudou em Roma, onde o estilo de vida o desgostou. Roma havia sido invadida por várias tribos bárbaras e o momento era de considerável instabilidade política (o Império Romano do ocidente tinha chegado ao fim na segunda metade do século V). A antiga sociedade romana do ocidente foi se quebrando e os reinos germânicos da Idade Média foram surgindo dentro das fronteiras do império caído. O desgosto de Bento com os modos e costumes de Roma o levou a deixar a cidade antes de completar seus estudos e a retirar-se numa gruta do monte Subiaco. De lá, se retirou para o Monte Cassino, perto de Nápoles, onde escreveu a versão final de sua Regra dos Mosteiros. Bento morreu em algum momento entre 540 e 550 e foi enterrado no mesmo túmulo que sua irmã, Escolástica.
Bento incorporou muitos ensinamentos monásticos tradicionais de João Cassiano, de Basílio, o Grande, e da Regra do Mestre. Sua inovação foi caracterizada pela prudência e moderação dentro de uma estrutura de autoridade, obediência, estabilidade e vida comunitária. Sua grande conquista foi o de produzir um modo de vida monástico que era completo, ordeiro e funcional, no qual o trabalho e a oração estavam integrados. A flexibilidade de sua Regra permitiu-lhe ser adaptada às necessidades da sociedade, de modo que os mosteiros tornaram-se centros de aprendizagem, agricultura, hospitalidade e medicina, de uma forma certamente imprevista até mesmo pelo próprio Bento.

LEITURAS: 

Salmo 119.129-136 
Provérbios 2.1-9 
Filipenses 2.12-16 
São Lucas 14.27-33 

ORAÇÃO DO DIA:

Onipotente e eterno Deus, teus preceitos são a sabedoria de um Pai amoroso: Concede-nos a graça de, seguindo o ensinamento e o exemplo de teu servo Bento, caminhar com corações amorosos e dispostos na escola de serviço do Senhor. Deixa teus ouvidos abertos às nossas orações e prospera com a tua bênção a obra das nossas mãos; por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, hoje e sempre. Amém.

06/07/2014

Evangelho Dominical – Quarto Domingo após Pentecostes (Ano A)


Evangelho segundo S. Mateus 11.25-30

25 Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos.
 26 Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado.
 27 Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
 28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.
 29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.
 30 Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.

- Bíblia Sagrada J. F. de Almeida Revista e Atualizada (SBB)

Quarto Domingo após Pentecostes – 6 de julho de 2014 (Próprio 9 – Ano A)


Jesus Cristo, nosso Salvador, é a nossa verdadeira paz e nosso descanso

Apesar de já termos morrido com Cristo no Santo Batismo e sermos ressuscitados para uma nova vida nele, encontramos "outra lei que batalha" em nosso corpo e vida, isto é, entre o nosso velho Adão e o novo homem (Romanos 7.23). Pelo Espírito de Cristo, está em nós “o querer o bem”, mas não somos capazes de fazer isso porque “não habita bem nenhum” em nossa carne pecaminosa (Romanos 7.18). No entanto, "graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor", o qual nos livra do "do corpo desta morte" (Romanos 7.24-25). Alegramo-nos com ele, nosso bondoso Rei, que vem "justo e Salvador" (Zacarias 9.9). Ele anuncia paz aos nossos corações e pelo seu sangue do Novo Testamento ele nos tira da "da cova em que não havia água" e nos leva de volta para a fortaleza do nosso Batismo (Zacarias 9.10-12). Apesar de estarmos "cansados e oprimidos", ele nos chama para si e dá descanso para as nossas almas através do seu livre e pleno perdão (Mateus 11.28), não porque somos "sábios e entendidos", mas pela graciosa vontade de Deus, o Pai, “a quem o Filho o quiser revelar” em amor (Mateus 11.25-27).

Cor litúrgica: Verde

LEITURAS:

† Antigo Testamento: Zacarias 9.9-12
† Salmo: Salmo 145.1-14 (antífona v. 19)
† Epístola: Romanos 7.14-25a
† Santo Evangelho: S. Mateus 11.25-30

ORAÇÃO DO DIA:

Gracioso Deus, nosso Pai celestial, que em tua misericórdia nos atendes todos os dias, sê nossa força e auxílio em meio às mudanças cansativas deste mundo e, ao final da vida, concede-nos o teu prometido descanso e as perfeitas alegrias da tua salvação; através de Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

02/07/2014

A Visitação da Virgem Maria e as bênçãos do casamento e criação de filhos

No dia 2 de julho foi festejada a Visitação da Virgem Maria, de acordo com o lecionário anual tradicional (no trienal reformulado foi 31 de maio).

Por ocasião desta festividade, uma Carta Pastoral do Bispo Hans-Jörg Voigt da Igreja Evangélica Luterana Independente (SELK) na Alemanha, sobre as bênçãos do casamento e da criação de filhos. [Em Inglês e Alemão]