O título original do hino em latim é O amor quam ecstaticus! e vem de um manuscrito de de Karlsruhe do séc. XV, sendo atribuído ao monge Tomás de Kempis (1380-1471) por causa de suas semelhanças com os escritos do movimento Devotio Moderna associado a Kempis. Tomás de Kempis é mais conhecido por seu magnífico livro devocional A Imitação de Cristo.
A tradução para o inglês (O Love, How Deep) foi feita 1852 por Benjamin Webb (1820-1885). Em 1984 o hino foi traduzido para o português por Leonido Krey (1913-2008). A melodia de ambas as versões é Deo Gacias (séc. XV, Inglaterra).
HINÁRIO LUTERANO, 287 - Oh! grande, infindo e imenso amor
1. Oh! grande, infindo e imenso amor,
amor profundo e divinal:
Jesus, da terra e céu Senhor,
tomou a forma de um mortal!
2. Deus não mandou um querubim
ou qualquer outro embaixador,
enviou seu próprio Filho, a fim
de nos trazer o seu favor.
3. Foi batizado, jejuou,
por nós sofreu tormento e dor,
e vitorioso ele enfrentou
as tentações do Malfeitor.
4. Por nós orou, nos ensinou,
por nós a vida veio dar,
por nós milagres operou,
sem glória própria procurar.
5. Por nós sofreu a vil traição,
açoite e espinhos suportou;
na cruz, sofrendo a maldição,
os seus amados resgatou.
6. Por nós Jesus ressuscitou,
por nós subiu aos altos céus
e o Santo Espírito enviou
a consolar os crentes seus.
7. Por tão profundo e excelso amor
mil graças ao Senhor cantai,
ao Deus triúno dai louvor,
seu santo nome proclamai!
LUTHERAN SERVICE BOOK, 544 - O Love, How Deep
O love, how deep, how broad, how high,
Beyond all thought and fantasy,
That God, the Son of God, should take
Our mortal form for mortals’ sake!
He sent no angel to our race,
Of higher or of lower place,
But wore the robe of human frame,
And to this world Himself He came.
For us baptized, for us He bore
His holy fast and hungered sore;
For us temptation sharp He knew;
For us the tempter overthrew.
For us He prayed; for us He taught;
For us His daily works He wrought,
By words and signs and actions thus
Still seeking not Himself but us.
For us by wickedness betrayed,
For us, in crown of thorns arrayed,
He bore the shameful cross and death;
For us He gave His dying breath.
For us He rose from death again;
For us He went on high to reign;
For us He sent His Spirit here
To guide, to strengthen, and to cheer.
All glory to our Lord and God
For love so deep, so high, so broad;
The Trinity whom we adore
Forever and forevermore.
Alegre-se com a dádiva de Deus da hinódia cristã ao ouvir este hino
entoado na Conferência Crucified 2014 de jovens luteranos dos EUA:
13/11/2014
11/11/2014
Comemoração de São Martinho de Tours, Pastor – 11 de novembro
Nascido em uma família pagã na Hungria, antiga Panônia, por volta do ano 316 d. C., Martinho cresceu na Lombardia (Itália). Vindo à fé cristã na juventude, ele iniciou uma carreira no exército romano. Mas sentindo um chamado para uma vocação na igreja, Martinho deixou o exército e tornou-se monge, afirmando ser “soldado de Cristo”. Consequentemente, Martinho foi nomeado bispo de Tours, na Gália ocidental (França). Ele é lembrado por seu estilo de vida simples e sua determinação em compartilhar o Evangelho por todas as regiões rurais da Gália. Casualmente, no Dia de São Martinho, em 1483, o filho de Hans e Margarette Lutero, com apenas um dia de idade, foi batizado e recebeu o nome de “Martinho” Lutero.
LEITURAS:
† Salmo 15
† Isaías 58.6-12
† Gálatas 6.1-2
† S. Lucas 18.18-30
ORAÇÃO DO DIA:
Senhor Deus dos Exércitos, teu servo Martinho, o soldado, incorporou o espírito de sacrifício. Ele tornou-se bispo na tua Igreja para defender a fé católica. Concede-nos a graça de seguir os seus passos para que quando nosso Senhor retornar possamos estar trajados com a veste batismal da justiça e da paz; através de Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.
Fonte: Treasury of Daily Prayer (St. Louis: Concordia Publishing House, 2008. p. 903)
08/11/2014
Comemoração de Johannes von Staupitz, Padre Confessor de Lutero – 8 de novembro
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| “Lutero e Staupitz no jardim do mosteiro de Erfurt, em 1512” (entre 1800 e 1830) |
Johannes von Staupitz (c. 1469-1524), vigário-geral da Ordem Agostiniana na Alemanha e amigo de Martinho Lutero, nasceu na Saxônia. Estudou nas universidades de Leipzig e Colônia e prestou serviços na faculdade em Colônia. Em 1503, foi chamado por Frederico, o Sábio, para ser reitor da faculdade de teologia na recém-fundada Universidade de Wittenberg. Lá Staupitz incentivou Lutero a obter um doutorado em teologia e nomeou Lutero como seu sucessor para professor de Bíblia na universidade. Durante as primeiras lutas de Lutero para compreender a graça de Deus, foi Staupitz quem aconselhou Lutero a focar em Cristo e não em si próprio.
ORAÇÃO DO DIA:
Todo-Poderoso, eterno Deus, por nossos muitos pecados merecemos justamente a condenação eterna. Em tua misericórdia, enviaste teu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo, que conquistou para nós o perdão dos pecados e a salvação eterna. Concede-nos uma confissão verdadeira, para que mortos para o pecado, possamos ouvir as doces palavras de Absolvição de nosso confessor, como Lutero ouviu de seu pastor Johannes von Staupitz, e sermos libertados de todos os nossos pecados, através de Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.
Fonte: Treasury of Daily Prayer (Concordia Publishing House, 2008. p. 893)
07/11/2014
Comemoração de São Willibrord de Utrecht, Missionário – 7 de novembro
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| “São Willibrord pregando aos frísios”, Pieter Dierkx (1871-1950) |
Willibrord nasceu em Nortúmbria (Inglaterra) por volta de 658 e estudou na França e na Irlanda. Em 690, os cristãos anglo-saxões, cristianizados há um século, enviaram Willibrord com uma dúzia de companheiros para evangelizar as tribos germânicas do norte, na região da Frísia, que compreendia os atuais Países Baixos e ainda Flandres e Luxemburgo. Em 695, Willibrord foi consagrado bispo dos frísios, estabelecendo-se em Utrecht, onde continuou a trabalhar incansavelmente para a organização da Igreja e propagação do Evangelho naquelas terras. Willibrord enfrentou até perigo de morte ao destruir ídolos pagãos da região. Suas viagens missionárias alcançaram até a Dinamarca. Ele repousou em paz, em 7 de novembro de 739, em Echternach (localizada na atual Luxemburgo). Por seus esforços missionários, Willibrord é chamado de “Apóstolo da Frísia”.
LEITURAS:
† Salmo 115.9-15
† Isaías 55.1-5
† Atos 1.1-9
† S. Lucas 10.1-9
ORAÇÃO DO DIA:
Ó Senhor, nosso Deus, que chama quem tu quer e envia para onde tu escolhe. Damos graças a ti por enviar teu servo Willibrord para ser um apóstolo para os Países Baixos, para convertê-los da adoração de ídolos para servir a ti, o Deus vivo; e suplicamos-te que nos preserve da tentação de trocar a perfeita liberdade de teu serviço pela servidão a falsos deuses e ídolos de nossa própria criação; por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.
06/11/2014
Sermão para o Dia de Todos os Santos e Finados
Compartilho uma excelente homilia de meu colega Rev. Elissandro Silva, pastor na Igreja Luterana Paz em Ponta Grossa, PR, por ocasião do Dia de Todos os Santos e Finados. É consolo que brota da Palavra de Deus a todos os corações enlutados e também a todos os santos que ainda vivem neste mundo a tensão "simul iustus et peccator".
Das leituras destaco os seguintes versículos: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida”. Que Deus Espírito Santo guarde estas palavras em vossas mentes e corações para a vida eterna. Amém.
Oremos: Gracioso Deus, somos estrangeiros e peregrinos neste mundo, ajuda-nos, por meio da verdadeira fé, a vivermos uma vida agradável a ti e a nos prepararmos para a vida vindoura e a fazermos a obra que nos confiaste enquanto é dia, antes que venha a noite, quando ninguém pode trabalhar. E, quando vier a nossa hora derradeira, sustenta-nos com teu poder e recebe-nos no teu Reino Celestial. Amém.
Meus caros irmãos e irmãs, prezados amigos visitantes, este final de semana temos temas importantes para lembrar: no sábado, Dia de Todos os Santos e no domingo, Finados. Alguns podem dizer, mas isto não são celebrações da Igreja Católica Apostólica Romana? Também são, mas não são exclusividades de nossos irmãos católicos romanos.
Estas datas são para nós, luteranos, motivo de grande conforto e consolo diante das adversidades da vida, especialmente diante da morte. Nestas duas datas celebramos os santos de nosso Senhor Jesus Cristo. Primeiramente é importante destacar o que nós consideramos como santo. Em nossa perspectiva, santo é todo aquele que confiou e que confia em Jesus como Salvador. Quem de vocês confia em Jesus como Salvador? Parabéns, vocês são estes santos que celebramos.
Neste dia, gostaria de ressaltar três consequências de ser um santo de Cristo: a primeira consequência trata dos santos de Cristo que estão vivos, referência ao dia de todos os Santos; a segunda e a terceira consequência trata dos santos de Cristo que já estão na glória eterna em referência ao dia de finados.
A primeira consequência trata dos santos de Cristo que estão vivos, referência ao dia de todos os Santos. Muitas vezes nos vamos a igreja, sentamos, ouvimos, cantamos, oramos, etc. Nós nos acostumamos a ver os amigos da congregação e temos a impressão que a Igreja de Cristo é composta somente por aquelas pessoas que vemos. Não, isto não é verdade. Nós pertencemos a algo muito maior, fazemos parte do corpo de Cristo que é formado por todos aqueles que confiaram e confiam em Jesus desde que Gênesis, desde o princípio da história.
O culto que rendemos a Deus não se restringe aos irmãos da fé que vemos, mas nos juntamos a todos os santos de todos os lugares de todos os tempos para receber de Deus todos os dons e dádivas que Ele tem para nos conceder. Tem uma das orações que o pastor canta na liturgia da Santa Ceia que revela esta realidade da Igreja de todos os tempos.
A liturgia da Santa Ceia diz: “Portanto, com os anjos e arcanjos e com toda companhia celeste louvamos e magnificamos o teu glorioso nome”. E depois de concluir esta oração, todos os santos que estão aqui neste momento juntam as suas vozes com os santos de Cristo que já estão na eternidade e alta voz dizem: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus dos Exércitos..."
Quando Jesus abre a janela do céu para o Apóstolo João vemos muitas cenas belíssimas e uma delas é visão que Deus nos concede de seu trono. E o que temos lá? Nós vemos os santos do Senhor proclamando, cantando: Santo, Santo, Santo.
E por pertencer ao esse grupo, por sermos os santos Cristo neste mundo, temos a certeza que o Deus Triúno está conosco. Temos a certeza do perdão dos pecados. Temos a certeza da paz, pois, é Cristo que nos concede. Ser um santo de Cristo, confiar nEle como meu Salvador, influência o futuro. Sim, influencia, pois, nos abre as portas celestiais, mas especialmente faz a diferença no tempo que se chama hoje.
A segunda e a terceira consequência tratam dos santos de Cristo que já estão na glória eterna em referência ao dia de finados.
A segunda consequência é sobre o que seria uma morte feliz e bem aventurada. Diante da morte, diante do grito de silêncio que ela traz, gostaria de fazer uma pergunta: Existe morte feliz e bem aventurada? Talvez alguns vão dizer que uma morte feliz e bem aventurada é uma morte sem dor. Realmente pode ser uma boa resposta, morrer sem dor e nem sofrimento.
Gostaria de destacar a morte do primeiro mártir da era cristã: Santo Estevão. Ele teve a morte mais gloriosa e feliz que alguém poderia ter. sobre a morte de Santo Estêvão, o Evangelista Lucas escreve em Atos: “Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à sua direita, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus.”
O primeiro mártir cristão teve a morte mais feliz e bem aventurada, pois, ele morreu confiando e crendo em Jesus. A morte dele foi fácil e sem dor? Não, ele teve uma morte muito dolorida, ele foi apedrejado. Apesar de tudo ele teve morte feliz e bem aventura, pois, viu a glória de Deus e Cristo lhe esperando.
Podemos pedir para que Deus nos conceda uma morte sem dor? Sim, é claro que podemos, mas especialmente deveríamos pedir para morrermos agarrados a Cristo, agarrados a sua santa Cristo, agarrados com aquilo que Cristo fez por nós. Quem morre confiando em Jesus, tem uma morte feliz e bem aventurada independente se for com dor ou sem dor.
A terceira consequência que quero destacar é sobre quem tem a palavra final. Você já viu duas pessoas discutindo? Ou já entrou numa discussão? Qual é objetivo dos participantes? O objetivo é dizer a última palavra e mostrar que sempre esteve certo. A morte é algo tão trágico em nossas vidas que quando deparamos com ela imaginamos que ela deu a palavra final.
Aqui está a diferença em ser um santo de Cristo, em confiar em Jesus como Salvador: quem tem a última palavra não é a morte, muito pelo contrário, quem tem a última Palavra é Cristo. O Evangelho de hoje nos afirma: “quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” (Jo 5.24). No último culto, culto que foi celebrado a reforma, falei que Cristo é a Palavra de Deus que se fez carne. E ouvir Cristo, confiar nele de todo o coração, faz diferença em nossas vidas. Cristo tem a última palavra e Ele diz: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crer em mim, ainda que esteja morto, viverá.”
Normalmente o pastor luterano vai com a família enlutada até a cova. Ele vai junto à cova para nos fazer um convite, aliás, um convite muito especial. Ele nos convida a fecharmos os nossos ouvidos para o grito silencioso da morte e ouvirmos a Palavra final de Cristo. Diante da cova, o pastor convida a desviarmos os nossos olhares do que vemos e colocarmos os nossos olhares para a esperança de todos os santos: a ressurreição.
O pastor dirá as seguintes palavras: “Nada trouxemos a este mundo, e nada levaremos dele. O Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor. 'Não queremos, porém irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará juntamente em sua companhia os que dormem' (1 Tessalonicenses 4.13,14). Visto que o Deus onipotente, em sua sábia providência, decidiu levar deste mundo a alma de seu servo falecido (nome da pessoa), entregamos seu corpo para ser sepultado. Terra à terra, cinza à cinza, pó ao pó – na esperança da ressurreição para a vida eterna, por nosso Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso corpo mortal para torná-lo semelhante ao seu corpo glorioso, segundo o seu poder. Deus Pai que criou este corpo; Deus Filho, que com seu sangue redimiu este corpo, junto com a alma; Deus Espírito Santo, que pelo batismo santificou este corpo para ser seu templo, guarde estes restos mortais para o dia da ressurreição! Guarde estes restos mortais para ressurreição: Que palavras maravilhosas ouvimos. A morte não tem a última palavra, quem tem é Cristo e Ele diz: 'Eu sou a ressurreição e a vida'".
Neste final de semana celebramos os santos de Cristo. Ou seja, celebramos todos aqueles que confiaram em Jesus como Salvador. Aos santos que estão vivos, lembre-se nós somos o corpo de Cristo, nós Cristãos somos a Igreja de Cristo. Aos santos que já estão com Cristo, afirmamos e confessamos que Cristo tem a Palavra final sobre a morte, pois, Ele é Senhor e doador da vida. Amém.
Que a paz de Deus que excede todo entendimento humano guarde as vossas mentes e corações para a vida eterna. Amém.
Rev. Elissandro Ribeiro da Silva
Congregação Evangélica Luterana Paz - Ponta Grossa/PR
Sermão para o Dia de Todos os Santos e Finados
Das leituras destaco os seguintes versículos: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida”. Que Deus Espírito Santo guarde estas palavras em vossas mentes e corações para a vida eterna. Amém.
Oremos: Gracioso Deus, somos estrangeiros e peregrinos neste mundo, ajuda-nos, por meio da verdadeira fé, a vivermos uma vida agradável a ti e a nos prepararmos para a vida vindoura e a fazermos a obra que nos confiaste enquanto é dia, antes que venha a noite, quando ninguém pode trabalhar. E, quando vier a nossa hora derradeira, sustenta-nos com teu poder e recebe-nos no teu Reino Celestial. Amém.
Meus caros irmãos e irmãs, prezados amigos visitantes, este final de semana temos temas importantes para lembrar: no sábado, Dia de Todos os Santos e no domingo, Finados. Alguns podem dizer, mas isto não são celebrações da Igreja Católica Apostólica Romana? Também são, mas não são exclusividades de nossos irmãos católicos romanos.
Estas datas são para nós, luteranos, motivo de grande conforto e consolo diante das adversidades da vida, especialmente diante da morte. Nestas duas datas celebramos os santos de nosso Senhor Jesus Cristo. Primeiramente é importante destacar o que nós consideramos como santo. Em nossa perspectiva, santo é todo aquele que confiou e que confia em Jesus como Salvador. Quem de vocês confia em Jesus como Salvador? Parabéns, vocês são estes santos que celebramos.
Neste dia, gostaria de ressaltar três consequências de ser um santo de Cristo: a primeira consequência trata dos santos de Cristo que estão vivos, referência ao dia de todos os Santos; a segunda e a terceira consequência trata dos santos de Cristo que já estão na glória eterna em referência ao dia de finados.
A primeira consequência trata dos santos de Cristo que estão vivos, referência ao dia de todos os Santos. Muitas vezes nos vamos a igreja, sentamos, ouvimos, cantamos, oramos, etc. Nós nos acostumamos a ver os amigos da congregação e temos a impressão que a Igreja de Cristo é composta somente por aquelas pessoas que vemos. Não, isto não é verdade. Nós pertencemos a algo muito maior, fazemos parte do corpo de Cristo que é formado por todos aqueles que confiaram e confiam em Jesus desde que Gênesis, desde o princípio da história.
O culto que rendemos a Deus não se restringe aos irmãos da fé que vemos, mas nos juntamos a todos os santos de todos os lugares de todos os tempos para receber de Deus todos os dons e dádivas que Ele tem para nos conceder. Tem uma das orações que o pastor canta na liturgia da Santa Ceia que revela esta realidade da Igreja de todos os tempos.
A liturgia da Santa Ceia diz: “Portanto, com os anjos e arcanjos e com toda companhia celeste louvamos e magnificamos o teu glorioso nome”. E depois de concluir esta oração, todos os santos que estão aqui neste momento juntam as suas vozes com os santos de Cristo que já estão na eternidade e alta voz dizem: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus dos Exércitos..."
Quando Jesus abre a janela do céu para o Apóstolo João vemos muitas cenas belíssimas e uma delas é visão que Deus nos concede de seu trono. E o que temos lá? Nós vemos os santos do Senhor proclamando, cantando: Santo, Santo, Santo.
E por pertencer ao esse grupo, por sermos os santos Cristo neste mundo, temos a certeza que o Deus Triúno está conosco. Temos a certeza do perdão dos pecados. Temos a certeza da paz, pois, é Cristo que nos concede. Ser um santo de Cristo, confiar nEle como meu Salvador, influência o futuro. Sim, influencia, pois, nos abre as portas celestiais, mas especialmente faz a diferença no tempo que se chama hoje.
A segunda e a terceira consequência tratam dos santos de Cristo que já estão na glória eterna em referência ao dia de finados.
A segunda consequência é sobre o que seria uma morte feliz e bem aventurada. Diante da morte, diante do grito de silêncio que ela traz, gostaria de fazer uma pergunta: Existe morte feliz e bem aventurada? Talvez alguns vão dizer que uma morte feliz e bem aventurada é uma morte sem dor. Realmente pode ser uma boa resposta, morrer sem dor e nem sofrimento.
Gostaria de destacar a morte do primeiro mártir da era cristã: Santo Estevão. Ele teve a morte mais gloriosa e feliz que alguém poderia ter. sobre a morte de Santo Estêvão, o Evangelista Lucas escreve em Atos: “Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à sua direita, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus.”
O primeiro mártir cristão teve a morte mais feliz e bem aventurada, pois, ele morreu confiando e crendo em Jesus. A morte dele foi fácil e sem dor? Não, ele teve uma morte muito dolorida, ele foi apedrejado. Apesar de tudo ele teve morte feliz e bem aventura, pois, viu a glória de Deus e Cristo lhe esperando.
Podemos pedir para que Deus nos conceda uma morte sem dor? Sim, é claro que podemos, mas especialmente deveríamos pedir para morrermos agarrados a Cristo, agarrados a sua santa Cristo, agarrados com aquilo que Cristo fez por nós. Quem morre confiando em Jesus, tem uma morte feliz e bem aventurada independente se for com dor ou sem dor.
A terceira consequência que quero destacar é sobre quem tem a palavra final. Você já viu duas pessoas discutindo? Ou já entrou numa discussão? Qual é objetivo dos participantes? O objetivo é dizer a última palavra e mostrar que sempre esteve certo. A morte é algo tão trágico em nossas vidas que quando deparamos com ela imaginamos que ela deu a palavra final.
Aqui está a diferença em ser um santo de Cristo, em confiar em Jesus como Salvador: quem tem a última palavra não é a morte, muito pelo contrário, quem tem a última Palavra é Cristo. O Evangelho de hoje nos afirma: “quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” (Jo 5.24). No último culto, culto que foi celebrado a reforma, falei que Cristo é a Palavra de Deus que se fez carne. E ouvir Cristo, confiar nele de todo o coração, faz diferença em nossas vidas. Cristo tem a última palavra e Ele diz: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crer em mim, ainda que esteja morto, viverá.”
Normalmente o pastor luterano vai com a família enlutada até a cova. Ele vai junto à cova para nos fazer um convite, aliás, um convite muito especial. Ele nos convida a fecharmos os nossos ouvidos para o grito silencioso da morte e ouvirmos a Palavra final de Cristo. Diante da cova, o pastor convida a desviarmos os nossos olhares do que vemos e colocarmos os nossos olhares para a esperança de todos os santos: a ressurreição.
O pastor dirá as seguintes palavras: “Nada trouxemos a este mundo, e nada levaremos dele. O Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor. 'Não queremos, porém irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará juntamente em sua companhia os que dormem' (1 Tessalonicenses 4.13,14). Visto que o Deus onipotente, em sua sábia providência, decidiu levar deste mundo a alma de seu servo falecido (nome da pessoa), entregamos seu corpo para ser sepultado. Terra à terra, cinza à cinza, pó ao pó – na esperança da ressurreição para a vida eterna, por nosso Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso corpo mortal para torná-lo semelhante ao seu corpo glorioso, segundo o seu poder. Deus Pai que criou este corpo; Deus Filho, que com seu sangue redimiu este corpo, junto com a alma; Deus Espírito Santo, que pelo batismo santificou este corpo para ser seu templo, guarde estes restos mortais para o dia da ressurreição! Guarde estes restos mortais para ressurreição: Que palavras maravilhosas ouvimos. A morte não tem a última palavra, quem tem é Cristo e Ele diz: 'Eu sou a ressurreição e a vida'".
Neste final de semana celebramos os santos de Cristo. Ou seja, celebramos todos aqueles que confiaram em Jesus como Salvador. Aos santos que estão vivos, lembre-se nós somos o corpo de Cristo, nós Cristãos somos a Igreja de Cristo. Aos santos que já estão com Cristo, afirmamos e confessamos que Cristo tem a Palavra final sobre a morte, pois, Ele é Senhor e doador da vida. Amém.
Que a paz de Deus que excede todo entendimento humano guarde as vossas mentes e corações para a vida eterna. Amém.
Rev. Elissandro Ribeiro da Silva
Congregação Evangélica Luterana Paz - Ponta Grossa/PR
Liturgia para o Dia de Todos os Santos e Finados:
01/11/2014
Evangelho do Dia de Todos os Santos
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| “O Sermão de Jesus no Monte”, de Franz Xaver Kirchebner (1736-1815) na Igreja Paroquial de Ortisei (St.Ulrich), na Itália. |
1 Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos;
2 e ele passou a ensiná-los, dizendo:
3 Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.
4 Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
5 Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.
6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.
7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
8 Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.
9 Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
10 Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
11 Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós.
12 Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.
- Bíblia Sagrada J. F. de Almeida Revista e Atualizada (SBB)
Dia de Todos os Santos – 1 de novembro de 2014
![]() |
| "A adoração do Cordeiro Místico" (detalhe do retábulo do altar de Gante, Bélgica, 1432), Jan van Eyck (c. 1390-1441) |
"Uma grande multidão... de todas as nações, tribos, povos e línguas" clama: "Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação" (Ap 7.9-10). Os santos cheios de fé de cada lugar e tempo com vozes unidas magnificam eternamente o Cordeiro de Deus. Como seus filhos amados, nós também "haveremos de vê-lo como Ele é" (1 Jo 3.2). Vamos nos juntar com a multidão de anjos e uma miríade de santos que "servem de dia e de noite no seu santuário" (Ap 7.15). Em nossa tensão terrena vacilando entre santo e pecador, fé e dúvida, sagrado e profano, nós buscamos sinceramente a Jesus para acalmar nossos medos, confortar os nossos espíritos e perdoa os nossos pecados. O Espírito Santo, por meio da fé em Cristo, nos impulsiona para a frente em direção ao nosso eterno lar, fortalecendo-nos na Palavra e Sacramentos. Em meio à nossa luta constante como crentes, necessitamos ser abençoados. E assim somos. Os pobres de espírito, os mansos, os famintos, os sedentos, os misericordiosos, os puros de coração e os perseguidos são todos abençoados, e todos nós certamente vamos herdar o reino dos céus (Mt 5.1-12).
Cor litúrgica: Branca
LEITURAS:
† Primeira Leitura: Apocalipse 7.(2-8) 9-17
† Salmo: Salmo 149 (antífona v. 4)
† Epístola: 1 João 3.1-3
† Santo Evangelho: S. Mateus 5.1-12
ORAÇÃO DO DIA:
Todo-poderoso e eterno Deus, tu uniste teu povo fiel de todos os tempos e lugares numa santa comunhão, o corpo místico de teu Filho Jesus Cristo. Concede-nos seguir teus bem-aventurados santos em toda virtude e vida piedosa, para que juntamente com eles possamos alcançar as indescritíveis alegrias que tu tens preparado para aqueles que te amam; através de Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.
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