30/07/2022

Oitavo Domingo após Pentecostes - Ano C - Próprio 13

O Homem Rico e a Morte (1622), por David Kindt (1580–1652)

 💒 OITAVO DOMINGO APÓS PENTECOSTES - Ano C - Próprio 13

🪔 A verdadeira sabedoria procede de Deus e envolve a riqueza de conhecer e confessar a Cristo (Ec 1.2, 12-14; 2.18-26). Nosso pensamento não pode ficar obcecado pelas riquezas ou posses aqui da terra. A nossa conduta deve se contrapor à imoralidade, à ganância e aos maus desejos terrenos (Cl 3.1-11). Uma obsessão desenfreada pelo trabalho, sucesso e bens é nada mais que vaidade que conduz ao desespero. Nossa imagem, conhecimento e ações devem ser moldadas por Cristo Jesus, pois somente Ele é tudo para aqueles que creem em seu nome (Lc 12.13-21). Jesus nos dá corações novos, os quais ele, a verdadeira fonte de vida e bondade, enche de jubilosa satisfação por meio do evangelho.

👑 Salmo 100

1️⃣ 1ª Leitura: Eclesiastes 1.2,12-14; 2.18-26

2️⃣ 2ª Leitura: Colossenses 3.1-11

✝️ Evangelho: Lucas 12.13-21

📖 Lutero escreveu: “Aprendamos, portanto, a nos submeter aos conselhos de Deus e nos abster dos cuidados e pensamentos que Deus não ordenou. Não há nada mais seguro e aceitável a Deus do que nos abstermos dos nossos próprios conselhos e confiarmos em sua palavra. Nela encontramos confiança suficiente quanto ao que devemos fazer. Seus mandamentos para nós são fé, amor e carregar a cruz. Com estas coisas, eu afirmo, podemos alegremente nos ocupar. Ocupemo-nos com todas as coisas restantes que se encontram em nossas mãos, levando a ele a preocupação quanto ao resultado delas." (Anotações sobre o Eclesiastes, 1532 - Luther’s Works 15,25)

💟 Versículo para memorizar: "Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra." (Cl 3.2)

🙏 Oremos: Pai Celestial, guarda meus olhos da inveja e meu coração da ganância autodestrutiva. Move-me a encontrar satisfação em tuas promessas e a confiar que tu proverás a mim e a meus amados Não pedimos prata nem ouro, mas uma fé firme e forte. Não permitas que vivamos para o prazer pecaminoso nas coisas deste mundo, mas conforta-nos e revigora-nos em tua bendita e vivificante palavra, assim que, em reta fé, possamos confiar em tua graça até o fim. Amém.

🎵 Louvemos: 

Graças dou por esta vida,
pelo bem que revelou.
Graças dou por meu futuro
e por tudo que passou,
pelas bênçãos derramadas,
pela dor e, na aflição,
pelas graças reveladas;
graças dou por teu perdão.

- August Ludvig Storm (1862-1914) - Hinário Luterano, 222.1



23/07/2022

Sétimo Domingo após Pentecostes - Ano C - Próprio 12

 

Três Anjos Visitam Abraão, por Johann Lucas Kracker (1719-1779)

💒 SÉTIMO DOMINGO APÓS PENTECOSTES - Ano C - Próprio 12

🪔 Os patriarcas, apóstolos e pessoas comuns conversavam com Deus através da oração. Abraão implorou a Deus pela preservação dos poucos justos que haviam em Sodoma, apesar do pecado escandaloso que havia lá. Então o Senhor amenizou a sua ira, assegurando a Abraão que a sua graça prevaleceria (Gn 18.17-33). A liturgia da Igreja também é uma conversa entre Deus e seu povo, na forma de confissão de culpa e derramamento do perdão divino! Cl 2.6-19) E a oração do Pai Nosso é o eixo onde convergem a nossa confissão de fé, confissão de pecado e a súplica por sustento divino. É um privilégio podermos orar como Jesus ensinou  (Lc 11.1-13). Se as orações dependessem de nós, nunca poderíamos ter certeza da resposta de Deus, porque o pecado corrompe completamente. Mas Deus promete nos ouvir e ele sempre cumpre suas promessas. A oração é uma oportunidade bendita confirmada pelo evangelho.

👑 Salmo 138

1️⃣ 1ª Leitura: Gênesis 18.(17-19)20-33

2️⃣ 2ª Leitura: Colossenses 2.6-15 (16-19)

✝️ Evangelho: Lucas 11.1-13

📖 Lutero escreveu: Às vezes sinto que, por causa de ocupações ou pensamentos alheios, fiquei frio ou perdi a vontade de orar. Pois a carne e o diabo estão constantemente dificultando e impedindo a oração. Nesses momentos pego meu livrinho, vou para meu quarto ou, conforme o dia e a hora, para a igreja, misturando-me com as pessoas, e passo a recitar para mim mesmo, oralmente, os Dez Mandamentos, o Credo e, dependendo de minha disponibilidade de tempo, diversas citações de Cristo, de Paulo ou dos Salmos, tudo como o fazem as crianças. (Como se deve orar; para o mestre Pedro Barbeiro - Obras Selecionadas de Lutero, Vol. 5)

💟 Versículo para memorizar: "O Senhor é excelso, contudo, atenta para os humildes." (Sl 138.6)

🙏 Oremos: Ó Pai celeste, Deus querido, sou um pecador pobre e indigno, que não mereço levantar meus olhos ou minhas mãos a ti e orar. Visto, porém, que mandaste que todos oremos, e ainda prometeste atender-nos, e inclusive nos ensinaste as palavras que devemos usar e a maneira como fazê-lo através de teu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo, venho obedecer a esse mandamento. E me fio em tua graciosa promessa, e oro em nome de Jesus Cristo, com todos os teus santos na terra, como ele me ensinou: Pai nosso, que estás nos céus... (Lutero - Como se deve orar)

🎵 Louvemos: 

Em Jesus amigo temos,
que sofreu a nossa dor
e nos manda que levemos
os cuidados ao Senhor.
Falta ao coração dorido
gozo, paz, consolação?
Leva, ó coração ferido,
tudo a Deus em oração.

- Joseph Medlicott Scriven (1819-1886) - Hinário Luterano 293.1

16/07/2022

Sexto Domingo após Pentecostes -  Ano C  -  Próprio 11

 💒 SEXTO DOMINGO APÓS PENTECOSTES -  Ano C  -  Próprio 11

🪔 A Palavra de Deus realiza transformações milagrosas. Deus declara que mesmo Sara sendo estéril ela ficará grávida (Gn 18.1-14). Jesus Cristo, que é a Palavra de Deus, declara que aqueles que estavam longe de Deus e eram inimigos dele agora são santos e livres de qualquer acusação. Os planos de Deus, que antigamente eram mistério, agora declaram a sabedoria, esperança e glória de Jesus (Cl 1.21-29). Onde as Escrituras Sagradas são ensinadas em sua verdade e pureza, devemos descansar, ouvir e crer nesta Palavra de Deus que transforma a vida (Lc 10.38-42).

👑 Salmo 27.7-14

1️⃣ 1ª Leitura: Gênesis 18.1-14

2️⃣ 2ª Leitura: Colossenses 1.21-29

✝️ Evangelho: Lucas 10.38-42

📖 Lutero escreveu: Aquele extraordinário louvor da hospitalidade na Carta aos Hebreus tem sua origem nesta passagem. "Não vos esqueçais da hospitalidade, pois, por meio dela, alguns, sem percebê-lo, deram pousada a anjos". Ora, hospitalidade há em todos os lugares onde quer que esteja a Igreja. Pois a Igreja, por assim dizer, sempre tem um tesouro comum, pois ela tem o mandamento: "Dá a todo aquele que te pede" [Mt.5.42]. Todos nós devemos servir à Igreja e cuidar dela não só ensinando, mas também fazendo o bem e prestando assistência, para que tanto o espírito quanto a carne encontrem, ao mesmo tempo, alívio nela. (Preleção sobre Gênesis, 1535-1545 - Obras Selecionadas, Vol. 12)

💟 Versículo para memorizar: "Espera pelo Senhor, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor." (Sl 27.14)

🙏 Oremos: Senhor, leva-nos a valorizar a preciosa Palavra e os sacramentos, os quais nos marcam e colocam em nós o sinal de filhos amados de Deus. Amém.

🎵 Louvemos: 

Preciosas são as horas
na presença de Jesus,
comunhão deliciosa
de minha alma com a luz!
Os cuidados deste mundo
não me podem abalar,
pois é ele o meu abrigo
quando o diabo me tentar. 

- Ellen Lakshmi Goreh (1853 – 1937) - Hinário Luterano 190.1

07/06/2022

PENTECOSTES

 


DOMINGO DE PENTECOSTES
“O Evangelho Segundo S. João 14: 23b-27a”

 

A Graça de nosso Senhor Jesus T Cristo e o Amor do Pai e a Comunhão do Espírito Santo sejam com todos, hoje e sempre!

 

          Em uma manhã de Pentecostes, quando os discípulos de Jesus estavam reunidos em um mesmo lugar, veio do céu um som, como de um vento que soprava fortemente, e todos puderam ver algo como chamas pousando sobre eles. Desse modo, o Senhor cumpriu a sua promessa, derramando seu Espírito sobre os discípulos como se fossem línguas de fogo, e ali “todos ficaram cheios do Espírito Santo” (Atos 2:4).

           

            Sem dúvida, aquela manhã foi marcante. Os Apóstolos de nosso Senhor proclamaram o Evangelho em vários idiomas, e assim, todas as pessoas que estavam reunidas em Jerusalém, das mais diversas regiões conhecidas até então, puderam ouvir a Mensagem de Salvação.

            

           Realmente, o milagre que ocorreu naquele dia foi único, e daquela forma nunca mais aconteceu novamente. Nunca mais o derramamento do Espírito Santo se deu exatamente igual àquela manhã de Pentecostes. No entanto, isso não quer dizer que o Espírito Santo não foi mais derramado ou deixou de atuar em nossas vidas como o fez na vida dos Apóstolos.

 

            O Espírito Santo continua sendo derramado em nossas vidas através do Santo Batismo. Afinal, neste Sacramento, neste Meio da Graça de Deus, recebemos o “Dom do Espírito Santo”, recebemos a “Fé”, e somos “Selados pelo Senhor”.

 

Além disso, este mesmo Espírito segue atuando em nossas vidas por meio daquilo que foi anunciado e prometido por Jesus Cristo aos seus: “O Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu Nome, esse ensinará a vocês todas as coisas e fará com que vocês se lembrem de tudo o que lhes disse” (S. João 14:26).

 

Através da Proclamação do Evangelho, da Santa Pregação dos Apóstolos, o Espírito Santo estava revelando Cristo e ensinando sua mensagem a todos ali em Jerusalém naquela Domingo de Pentecostes.


Hoje, através desta mesma Proclamação, através da Santa Pregação realizada pelos Ministros do Senhor – devidamente enviados, ordenados e chamados por ele, o Espírito Santo revela à sua Igreja o mesmo Cristo e toda a sua Obra Redentora; e assim, prossegue ensinando sua Mensagem Salvadora.

 

É desta forma, portanto, que a graciosa Paz que o Evangelho concede, continua chegando até cada um de nós: Por meio da ação Espírito Santo; isto é, por meio daquele que é o nosso Consolador, aquele que nos faz lembrar de Jesus Cristo e sua Obra, aquele que nos ensina, por meio da Proclamação, por meio da Santa Pregação, tudo aquilo que Deus deseja que conheçamos, confiemos e desfrutemos.

 

Que bom que é assim que as coisas são! Louvado seja o Eterno por isso! Afinal, somente assim, “pela ação do Espírito Santo, nós podemos guardar a Palavra de Cristo, ser amados pelo Pai, viver para Deus e, desta forma, fazermos morada nele!” (S. João 14:23)

 

“Ao Pai rendamos o louvor e ao Salvador também e glória ao bom Consolador, eternamente! Amém!” (Hinário Luterano, 133:6)

 


Rev. Helvécio J. Batista Jr.

Domingo de Pentecostes, 2022 AD



16/04/2022

A ressurreição de Cristo é a nossa própria ressurreição

A Ressurreição de Cristo e o triunfo do Ressuscitado sobre a morte e o diabo (1537), por Lucas Cranach, o Velho, (Schule / escola), Kronach 1472–1553 Weimar.

"Assim como em sua ressurreição, Cristo levou tudo consigo, de sorte que tanto céu como terra, sol e lua e todas as criaturas têm de ressurgir e ser renovados, ele também nos trará a nós em sua companhia. O mesmo Deus que ressuscitou a Cristo dos mortos também vivificará nossos corpos mortais, bem como o de todas as criaturas. Estas, agora, estão sujeitas à vaidade e com ardente expectativa aguardam a nossa glorificação, para, também, serem redimidas desta existência passageira e alcançarem a glória. No nosso caso, mais da metade da ressurreição já é fato consumado, pois a cabeça e o coração já estão lá no alto, restando apenas a menor parte, ou seja, que o corpo seja enterrado, para que também este seja renovado.

Ninguém nega que o corpo de uma pessoa morta não tem lá muito valor. Agora, a fé me dá uma compreensão mais nítida do que aquela que me vem através dos olhos e dos sentidos. Pois aí temos o texto que diz: Ele ressuscitou. Ele não ficou no túmulo nem tampouco sepultado na terra, mas ressuscitou dos mortos. E isto não em benefício próprio, mas por nossa causa, para que sua ressurreição seja nossa e para que nele também nós ressuscitemos e não fiquemos no túmulo e na morte, mas celebremos com ele, em nossos corpos, uma Páscoa que nunca termina."

- Bem-aventurado Martinho Lutero (1483-1546), doutor e reformador da igreja (Sermões do Ano 1532, WA 36:161s)

Fonte: Castelo Forte: Devoções Diárias 1983. 09/04. (São Leopoldo: Sinodal; Porto Alegre: Concórdia, 1983).

14/04/2022

Sexta-feira Santa



Sexta-feira Santa, o segundo dia do Tríduo Pascal, é um dia de lembrança solene da crucificação e morte de Jesus.

"Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!" (Lucas 23.46 NAA)

A Sexta-feira Santa é um dia de adoração, onde se permanece ao pé da cruz. A cor litúrgica é o preto. O altar da igreja permanece desnudado desde o culto da Quinta-feira Santa, mas também pode-se cobri-lo de preto, especialmente se o altar é muito ornamentado.

Há apenas o crucifixo no altar. Além disso, é costume nas igrejas luteranas escandinavas colocar no altar cinco rosas floridas para representar as chagas de Jesus e uma coroa de espinhos.

Os ofícios da igreja neste dia são calmos e reflexivos e normalmente são realizados sem o Sacramento do Altar. Geralmente os sinos da igreja não são tocados na Sexta-feira Santa, assim como o órgão e outros instrumentos musicais, sendo os hinos cantados sem acompanhamento.

Há diversos ofícios que são realizados durante a Sexta-feira Santa, lembrando a crucificação de Jesus:

ESTAÇÕES DA CRUZ: ofício devocional que consiste em 14 estações, cada uma representando um evento da Paixão de Jesus.

SETE PALAVRAS: ofício de meditação nas sete últimas palavras ditas por Cristo durante o tempo de sua crucificação.

TRE ORE: o ofício com homilias baseadas nas sete palavras é uma referência ao tempo em que Cristo esteve na cruz.

TENEBRAE: ofício geralmente realizado na noite da Sexta-feira Santa com apagamento gradual das luzes e velas.

Os luteranos tinham ainda muitos outros costumes que foram mudando com o passar do tempo. Na tradição luterana europeia a Sexta-feira Santa era um dia de profunda tristeza. Para os nascidos até a primeira metade do século XX, a Sexta-feira Santa era muitas vezes um dia de silêncio absoluto, todos ficavam em casa e visitas não eram permitidas. Também era proibido dar risada, brincar ou fazer barulho.

09/04/2022

Domingo de Ramos / Domingo da Paixão (Ano C) – 10 de abril de 2022

Entrada de Cristo em Jerusalém, por Charles Le Brun (1619-1690)

João 12.12–19 (Procissão do Domingo de Ramos)
Deuteronômio 32.36–39
Filipenses 2.5–11
Lucas 22.1–23.56 ou Lucas 23.1–56 ou João 12.20–43

O Rei de Israel entra em sua glória real pela senda da obediência humilde "até a morte, e morte de cruz" (Fp 2.8). Ele “vai segundo o que está determinado” (Lc 22.22), de acordo com as Escrituras, submetendo-se voluntariamente ao plano do Pai para a salvação dos pecadores. “Por isso também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome” (Fp 2.9). Seu sofrimento e morte abre o caminho do arrependimento para a remissão dos pecados, porque ele vai para a cruz carregando os pecados do mundo. Em sua ressurreição, Deus Pai faz justiça ao seu povo e se compadece dos seus servos (Dt 32.36). Ele faz morrer e faz viver; ele fere a fim de sarar (Dt 32.39). Em memória dele, damos graças a Deus, confessando “que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.11). — Lectionary Summaries (The Lutheran Church—Missouri Synod)

Deus misericordioso, assim como o povo de Jerusalém, com ramos nas mãos se reuniram para receber o teu amado Filho quando Ele entrou na sua Cidade Santa, concede que possamos sempre aclamá-lo como nosso Rei e, quando Ele voltar novamente, possamos ir ao seu encontro com o coração confiante e firme e segui-lo no caminho que conduz à vida eterna; através do mesmo Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém. — Oração para a Procissão de Ramos

Todo-poderoso e eterno Deus, que enviaste teu Filho, nosso Salvador Jesus Cristo, para tomar sobre si nossa natureza pecaminosa e sofrer a morte sobre a cruz, concede que possamos seguir o exemplo de sua grande humilhação e paciência e sermos feitos participantes de sua ressurreição; através do mesmo Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém. — Oração para o Domingo da Paixão

Quero, ó Cristo, meditar
no teu sofrimento;
do teu trono vem guiar
o meu pensamento.
Possa eu ver, ó meu Jesus,
quão atroz tormento
exigiu na infame cruz
nosso salvamento. 

Faze esta alma contemplar
tuas ansiedades,
teus grilhões, Jesus, e o mar
de perversidades:
cuspe, murros e aguilhão,
cravos, cruz e morte.
Meu Jesus! Oh! Que paixão!
Que suplício forte!

— Sigmund Von Birken, 1626-1681 (Hinário Luterano 85.1-2)