15/11/2013

Oração pela Pátria - Hinário Luterano, 513




1. Divino Salvador,
contempla com favor nosso país.
Dá-nos justiça e paz,
governo bom, capaz,
pátria em que nos apraz
viver feliz.

2. Olhamos para ti;
oh! vem reinar
aqui, tu, Rei dos reis.
Dirige o pátrio lar,
ensina a governar,
conforme o teu mandar,
por justas leis.

3. A quem governa, ó Deus,
inspira desde os céus
o teu temor.
Ao povo vem unir,
disposto a te servir,
e em nome teu agir
com fé e amor.

4. À amada pátria vem
sustento e todo bem
de ti, Senhor, Aos pobres dá comer,
e a todos faz saber
de como é bom viver
em mútuo amor.

5. Sublimes bênçãos dás,
amor, perdão e paz
e a salvação.
Que a Nova de tua cruz
rebrilhe em clara luz,
guiando a ti, Jesus,
toda a nação.

Letra: Sarah Poulton Kalley, 1888
Melodia: "God Save the Queen" (Thesaurus Musicus, 1744)

14/11/2013

Justiniano e a missão

Visão do anjo mostrando um modelo de Hagia Sofia para Justiniano, na ilustração de Herbert Cole (1867–1930), no livro A Child's Book of Warriors (1912) de William Canton (1845-1926) 


O entusiasmo de Justiniano pela Palavra de Deus e pelo cristianismo ortodoxo se mostrou em seu zelo missionário. Os esforços missionários que Justiniano envidou ajudaram a levar milhares de pessoas na África e na Ásia Menor à fé cristã. Afirma-se que João de Éfeso (505-585), por exemplo, esteve envolvido na conversão de cerca de 70.000 pessoas em sua missão na Ásia Menor. Durante o reinado de Justiniano, outros povos que aderiram ao cristianismo foram os hunos que viviam próximo do rio Don, os abecazes, os hérulos e os zans do Cáucaso. Uma missão entre os nabateus foi liderada por Juliano o Presbítero e pelo Bispo Longino. Justiniano também tentou fortalecer o cristianismo no Iêmen, enviando um bispo do Egito para a região.

Comemoração de Justiniano, Imperador Cristão e Confessor de Cristo – 14 de novembro

Imperador Justiniano em mosaico bizantino (séc. VI) na Basílica de Santo Apolinário Novo (Ravena, Itália)

Justiniano foi imperador do Oriente de 527 a 565 d. C., quando o Império Romano estava em declínio. Com sua formosa e hábil esposa Teodora, devolveu esplendor e majestade à corte bizantina. Durante seu reinado, o Império experimentou um renascimento, devido, em grande parte, à seu ímpeto, inteligência e fortes convicções religiosas. Justiniano também tentou levar unidade a uma igreja dividida. Era um defensor do cristianismo ortodoxo e buscou um acordo entre as partes nas controvérsias cristológicas daquele tempo que estavam debatendo a relação entre as naturezas divina e humana na pessoa de Cristo. O Quinto Concílio Ecumênico de Constantinopla no ano de 533 foi realizado durante o seu reinado e tratou esta controvérsia. Justiniano morreu nos seus oitenta anos, sem ver realizado seu desejo de um império que fosse solidamente cristão e ortodoxo.

ORAÇÃO DO DIA:

Senhor Deus, Pai celestial, por meio da governança de líderes cristãos como o Imperador Justiniano, seu nome é livremente confessado em nossa nação e em todo o mundo. Concede que possamos continuar a escolher líderes fidedignos que lhe servem fielmente em nossa geração e tomar decisões sábias que contribuem para o bem-estar geral do seu povo, através de Jesus Cristo, nosso Senhor.

Fonte: Treasury of Daily Prayer (Concordia Publishing House, 2009. p. 912)

11/11/2013

Comemoração de Martinho de Tours, Pastor – 11 de novembro

“A Caridade de São Martinho”, Louis-Anselme Longa (1809-1869)

Nascido em uma família pagã na Hungria, antiga Panônia, por volta do ano 316 d. C., Martinho cresceu na Lombardia (Itália). Vindo à fé cristã na juventude, ele iniciou uma carreira no exército romano. Mas sentindo um chamado para uma vocação na igreja, Martinho deixou o exército e tornou-se monge, afirmando ser “soldado de Cristo”. Consequentemente, Martinho foi nomeado bispo de Tours, na Gália ocidental (França). Ele é lembrado por seu estilo de vida simples e sua determinação em compartilhar o Evangelho por todas as regiões rurais da Gália. Casualmente, no Dia de São Martinho, em 1483, o filho de Hans e Margarette Lutero, com apenas um dia de idade, foi batizado e recebeu o nome de “Martinho” Lutero.

LEITURAS:

† Salmo 15 ou 34.15-22 
† Isaías 58.6-12 
† Mateus 25.34-40

ORAÇÃO DO DIA:

Senhor Deus dos Exércitos, teu servo Martinho, o soldado, incorporou o espírito de sacrifício. Ele tornou-se bispo na tua Igreja para defender a fé católica. Dá-nos a graça de seguir os seus passos para que quando nosso Senhor retornar possamos estar trajados com a veste batismal da justiça e da paz; através de Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

Fonte: Treasury of Daily Prayer (St. Louis: Concordia Publishing House, 2009. p. 903)

10/11/2013

Evangelho Dominical - Vigésimo Quarto Domingo após Trindade

“Cristo ressuscita a filha de Jairo” (1815), Friedrich Overbeck (1789-1869)
Evangelho segundo S. Mateus 9.18-26

9.18   Enquanto Jesus estava falando ao povo, um chefe religioso chegou perto dele, ajoelhou-se e disse: — A minha filha morreu agora mesmo! Venha e ponha as mãos sobre ela para que viva de novo.
9.19   Então Jesus foi com ele, e os seus discípulos também foram.
9.20   Certa mulher, que fazia doze anos que estava com uma hemorragia, veio por trás de Jesus e tocou na barra da capa dele.
9.21   Pois ela pensava assim: “Se eu apenas tocar na capa dele, ficarei curada.”
9.22   Jesus virou, viu a mulher e disse: — Coragem, minha filha! Você sarou porque teve fé. E naquele momento a mulher ficou curada.
9.23   Depois Jesus foi para a casa do chefe religioso. Quando viu os que tocavam música fúnebre e viu a multidão numa confusão geral,
9.24   disse: — Saiam todos daqui! A menina não morreu; ela está dormindo! Então começaram a caçoar dele.
9.25   Logo que a multidão saiu, Jesus entrou no quarto em que a menina estava, pegou-a pela mão, e ela se levantou.
9.26   E a notícia a respeito disso se espalhou por toda aquela região.

Bíblia Sagrada - Nova Tradução na Linguagem de Hoje (SBB)

Vigésimo Quarto Domingo após Trindade – 10 de novembro 2013

Paolo Veronese (1528-1588), “Cristo curando a mulher com hemorragia” (1548)
A força do Senhor é a nossa salvação do pecado, da morte e das trevas

Um manto de trevas nos engole. Pecado, morte e doença ameaçam nos separar da plenitude da vida. Sem a nova vida em Cristo Jesus não haveria nenhuma luz para dissipar, afastar ou refrear a dor e a tristeza. Mas Jesus “nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz” libertando-nos do império das trevas (Colossenses 1.9-14). Deus nos diz: “ponho as minhas palavras na tua boca e te cubro com a sombra da minha mão... Tu és o meu povo” (Isaías 51.9-16). A presença de Cristo na Palavra, no vinho, no pão e na água, confronta a nossa natureza pecaminosa com o perdão. Nos sacramentos, Deus declara-nos seus próprios filhos, criando e sustentando a nossa fé. Então, em Cristo, nós humildemente recebemos as palavras: “a tua fé te salvou” (S. Mateus 9.18-26). No último dia Deus irá certamente despertar-nos também do sono na ressurreição gloriosa.

Cor litúrgica: Verde

LEITURAS:
Lecionário Anual

Antigo Testamento: Isaías 51.9-16
Salmo: Salmo 126 (antífona. v. 1)
Epístola: Colossenses 1.9-14
Santo Evangelho: S. Mateus 9.18-26

ORAÇÃO DO DIA:

Desperta, ó Senhor, te suplicamos, o ânimo de teu fiel povo, a fim de que, multiplicando o fruto de boas obras, sejamos por ti copiosamente recompensados, mediante Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, pelos séculos sem fim. Amém.

09/11/2013

Comemoração de Martin Chemnitz, Pastor e Confessor – 9 de novembro


Depois de Martinho Lutero, Martin Chemnitz (1522-1586) é considerado o teólogo mais importante da história da Igreja Luterana. Chemnitz combinava um intelecto penetrante e um conhecimento quase enciclopédico das Escrituras e dos Pais da Igreja com um amor genuíno pela igreja. Quando várias discordâncias doutrinárias eclodiram após a morte de Lutero, em 1546, Chemnitz dedicou-se inteiramente à restauração da unidade na Igreja Luterana. Ele se tornou o espírito empreendedor e principal autor da Fórmula de Concórdia de 1577, que pacificou as disputas doutrinais com base nas Escrituras e, em grande medida, conseguiu restaurar a unidade entre os luteranos. Chemnitz também escreveu os quatro volumes do Examen Concilii Tridentini [Exame do Concílio de Trento] (1565-1573), no qual ele submeteu rigorosamente os ensinamentos deste Concílio Católico Romano ao juízo das Escrituras e dos Pais da Igreja antiga. O Exame tornou-se a resposta luterana definitiva ao Concílio de Trento, bem como uma exposição minuciosa da fé da Confissão de Augsburgo. Como teólogo e clérigo, Chemnitz foi realmente um dom de Deus para a Igreja.

ORAÇÃO DO DIA:

Senhor Deus, Pai celestial, por meio do ensino de Martin Chemnitz tu nos prepara para a vinda de teu Filho para buscar sua Noiva, a Igreja, a fim de que, com toda a congregação dos redimidos, possamos, finalmente, entrar em tua eterna festa de casamento; através do mesmo Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

Fonte: Treasury of Daily Prayer (St. Louis: Concordia Publishing House, 2009. p. 896, 897)