28/04/2014

Evangelho Dominical – Segundo Domingo de Páscoa

“A Dúvida de São Tomé” (1543-1547), Francesco de' Rossi (1510 — 1563)
Evangelho segundo S. João 20.19-31

19   Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco!
20   E, dizendo isto, lhes mostrou as mãos e o lado. Alegraram-se, portanto, os discípulos ao verem o Senhor.
21   Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.
22   E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.
23   Se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos.
24   Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
25   Disseram-lhe, então, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele respondeu: Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei.
26   Passados oito dias, estavam outra vez ali reunidos os seus discípulos, e Tomé, com eles. Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco!
27   E logo disse a Tomé: Põe aqui o dedo e vê as minhas mãos; chega também a mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente.
28   Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!
29   Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.
30   Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro.
31   Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

- Bíblia Sagrada J. F. de Almeida Revista e Atualizada (SBB)

26/04/2014

Segundo Domingo de Páscoa (Ano A) – 27 de abril de 2014

“Aparição através das portas trancadas” (entre 1308 e 1311), Duccio (1260–1318)
Cristo Jesus sopra seu Espírito e sua Vida em nós pelo Ministério do Evangelho

O Senhor Jesus crucificado e ressuscitado instituiu o Ministério do Evangelho, a fim de conceder o seu Espírito Santo doador da vida e sua paz sobre a Igreja. Para aqueles que são chamados e ordenados para este Ministério e aqueles a quem eles servem em seu nome, Ele concede a Santa Absolvição de todos os pecados. Pelos frutos da sua cruz Ele substitui o medo e a dúvida com paz e alegria e, assim, concede " a Israel o arrependimento e a remissão de pecados" (Atos 5.31). Através da pregação de seus enviados Ele nos chama para crer que Ele "é o Cristo, o Filho de Deus", de modo que por tal fé tenhamos " vida em seu nome" (João 20.31). Em sua ressurreição, temos a "viva esperança" para a qual Ele "nos gerou de novo" e pela qual somos guardados "para a salvação preparada para revelar-se no último tempo" (1 Pedro 1.3, 5). Até este momento, "não o havendo visto, amais" a Ele e pelas misericórdias de Deus você crê em Deus e exulta “com alegria indizível e cheia de glória” (1 Pedro 1.8).

Cor litúrgica: Branca

LEITURAS:

† Antigo Testamento: Atos 5.29-42
† Salmo: Salmo 148 (antífona v. 13)
† Epístola: 1 Pedro 1.3-9
† Santo Evangelho: S. João 20.19-31

ORAÇÃO DO DIA:

Todo-poderoso Deus, concede que nós, que celebramos a ressurreição de nosso Senhor, possamos por tua graça confessar em nossa vida e por nosso falar que Jesus é Senhor e Deus; através do mesmo Jesus Cristo, teu Filho, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

24/04/2014

Comemoração de Johann Walter, Mestre de capela - 24 de abril


Johann Walter (1496-1570) começou sua carreira como compositor e cantor na capela da corte de Frederico, o Sábio, com 21 anos de idade. Em 1524, publicou uma coleção de hinos arranjados de acordo com o Ano da Igreja. Além de servir por 30 anos como mestre de capela nas cidades de Torgau e Dresden, também auxiliou Martinho Lutero na preparação da Missa Alemã (Deutsche Messe) de 1526. Walter é lembrado como o primeiro mestre de capela e compositor de música sacra da Igreja Luterana.

ORAÇÃO DO DIA:

Ó Senhor Deus, através da vida, morte e ressurreição de teu Filho Jesus Cristo e pelo poder do Espírito Santo, a revelação de teu mistério da salvação é agora revelado e dado a conhecer a todas as nações. Concede que este mistério da salvação, assim como confessado por Johann e todos aqueles que agora descansam de seus labores, continue a guiar a tua Igreja na terra, enquanto aguardamos pelo dia em que virás do céu uma última vez e antecipará a nova criação; através Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

23/04/2014

Evangelho do Dia – Quarta-feira de Páscoa

“Cristo com São Pedro e os Discípulos no Mar da Galileia”, Lucas Gassel (1495/1500–1568/1569)

Evangelho segundo S. João 21.1-14

1   Depois disto, tornou Jesus a manifestar-se aos discípulos junto do mar de Tiberíades; e foi assim que ele se manifestou:
2   estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu e mais dois dos seus discípulos.
3   Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Disseram-lhe os outros: Também nós vamos contigo. Saíram, e entraram no barco, e, naquela noite, nada apanharam.
4   Mas, ao clarear da madrugada, estava Jesus na praia; todavia, os discípulos não reconheceram que era ele.
5   Perguntou-lhes Jesus: Filhos, tendes aí alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não.
6   Então, lhes disse: Lançai a rede à direita do barco e achareis. Assim fizeram e já não podiam puxar a rede, tão grande era a quantidade de peixes.
7   Aquele discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: É o Senhor! Simão Pedro, ouvindo que era o Senhor, cingiu-se com sua veste, porque se havia despido, e lançou-se ao mar;
8   mas os outros discípulos vieram no barquinho puxando a rede com os peixes; porque não estavam distantes da terra senão quase duzentos côvados.
9   Ao saltarem em terra, viram ali umas brasas e, em cima, peixes; e havia também pão.
10   Disse-lhes Jesus: Trazei alguns dos peixes que acabastes de apanhar.
11   Simão Pedro entrou no barco e arrastou a rede para a terra, cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes; e, não obstante serem tantos, a rede não se rompeu.
12   Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. Nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? Porque sabiam que era o Senhor.
13   Veio Jesus, tomou o pão, e lhes deu, e, de igual modo, o peixe.
14   E já era esta a terceira vez que Jesus se manifestava aos discípulos, depois de ressuscitado dentre os mortos.

- Bíblia Sagrada J. F. de Almeida Revista e Atualizada (SBB)

22/04/2014

Evangelho do Dia – Terça-feira de Páscoa

“Aparecimento através das portas trancadas” (entre 1308 e 1311), Duccio (1260–1318)
Evangelho segundo S. Lucas 24.36-49

36   Falavam ainda estas coisas quando Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: Paz seja convosco!
37   Eles, porém, surpresos e atemorizados, acreditavam estarem vendo um espírito.
38   Mas ele lhes disse: Por que estais perturbados? E por que sobem dúvidas ao vosso coração?
39   Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.
40   Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés.
41   E, por não acreditarem eles ainda, por causa da alegria, e estando admirados, Jesus lhes disse: Tendes aqui alguma coisa que comer?
42   Então, lhe apresentaram um pedaço de peixe assado [e um favo de mel].
43   E ele comeu na presença deles.
44   A seguir, Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.
45   Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras;
46   e lhes disse: Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia
47   e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém.
48   Vós sois testemunhas destas coisas.
49   Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder.

- Bíblia Sagrada J. F. de Almeida Revista e Atualizada (SBB)

21/04/2014

Evangelho do Dia – Segunda-feira de Páscoa

“Ceia em Emaús” (1506), Marco Marziale (em atividade de 1492/1493 a 1507)
Evangelho segundo S. Lucas 24.13-35

13   Naquele mesmo dia, dois deles estavam de caminho para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios.
14   E iam conversando a respeito de todas as coisas sucedidas.
15   Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles.
16   Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer.
17   Então, lhes perguntou Jesus: Que é isso que vos preocupa e de que ides tratando à medida que caminhais? E eles pararam entristecidos.
18   Um, porém, chamado Cleopas, respondeu, dizendo: És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignoras as ocorrências destes últimos dias?
19   Ele lhes perguntou: Quais? E explicaram: O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era varão profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo,
20   e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram.
21   Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam.
22   É verdade também que algumas mulheres, das que conosco estavam, nos surpreenderam, tendo ido de madrugada ao túmulo;
23   e, não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo terem tido uma visão de anjos, os quais afirmam que ele vive.
24   De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram.
25   Então, lhes disse Jesus: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!
26   Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória?
27   E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras.
28   Quando se aproximavam da aldeia para onde iam, fez ele menção de passar adiante.
29   Mas eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque é tarde, e o dia já declina. E entrou para ficar com eles.
30   E aconteceu que, quando estavam à mesa, tomando ele o pão, abençoou-o e, tendo-o partido, lhes deu;
31   então, se lhes abriram os olhos, e o reconheceram; mas ele desapareceu da presença deles.
32   E disseram um ao outro: Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras?
33   E, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém, onde acharam reunidos os onze e outros com eles,
34   os quais diziam: O Senhor ressuscitou e já apareceu a Simão!
35   Então, os dois contaram o que lhes acontecera no caminho e como fora por eles reconhecido no partir do pão.

- Bíblia Sagrada J. F. de Almeida Revista e Atualizada (SBB)

Segunda-feira de Páscoa – 21 de abril de 2014

“Ceia em Emaús”, Philippe de Champaigne (1602- 1674)

O Cordeiro Pascal de Deus é conhecido no partir do pão

A celebração da Páscoa é uma festa sem fim , pois "Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado" (1 Co 5.7). " Por isso, celebremos a festa" (1 Co 5.8) e cantemos "ao Senhor, porque triunfou gloriosamente" (Êx 15.1). Ele é nossa força e nosso cântico pois tornou-se a nossa salvação. "Tiraram a vida" dele, "pendurando-o no madeiro", mas "a este ressuscitou Deus ao terceiro dia" (Atos 10.39). Suas testemunhas escolhidas – " nós que comemos e bebemos juntamente com ele, depois que ressuscitou dos mortos" (Atos 10.41) –, agora pregam "o perdão dos pecados pelo seu nome" (Atos 10.43). Por meio dessa pregação Jesus se aproxima e nos leva para sua santa morada. Ele abre as Escrituras para nós e abre nossas mentes para compreender "o que a seu respeito constava em todas as Escrituras" (Lc 24.27). Ele abre os nossos olhos para reconhecer suas chagas e conhecê-lo "no partir do pão" (Lc 24.35). À sua mesa, Ele derrama o Espírito do Pai sobre nós, para que sejamos salvos; sejamos despertados do pó da terra, não para vergonha e desprezo eterno, mas "para a vida eterna" (Dn 12.2).

Cor litúrgica: Branca ou Dourada

LEITURAS:

† Antigo Testamento: Êxodo 15.1-18 ou Daniel 12.1c-3
† Salmo: Salmo 100 (antífona. v. 5)
† Epístola: Atos 10.34-43 ou 1 Coríntios 5.6b- 8
† Santo Evangelho: S. Lucas 24.13-35 (36-49)

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus, que na festa da Páscoa restauraste toda a criação, continua a enviar teus dons celestiais sobre o teu povo para que possamos caminhar em perfeita liberdade e receber vida eterna; através de Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.