29/03/2015

Domingo de Ramos e da Paixão de Nosso Senhor – 29 de março de 2015 (Ano B)

“Entrada de Jesus em Jerusalém” (c. 1620), Pedro Orrente (1588–1645)

O Filho de Davi ascende ao seu trono e reina em amor por meio da sua cruz

O Filho de Davi vem em humildade gentil, "montado em um filho de jumenta", porém como o Rei de Israel "em nome do Senhor" (Jo 12.13-15). Ele vem para ser levantado em glória na cruz, a fim de expulsar "o príncipe deste mundo" e atrair todos a si mesmo (Jo 12.23-32). Portanto, o convite para a Igreja é: “Alegra-te muito”, pois o seu Rei vem com salvação e "anunciará paz às nações" (Zc 9.9-10). Assim como Ele é ungido antecipadamente "para a sepultura" (Mc 14.8), assim também Ele ascende ao seu trono real como "o Rei dos Judeus" por meio de sua Paixão (Mc 15.2, 17-19, 26). “O Filho do Homem vai partir, como está previsto nas Escrituras a respeito dele”, pelo que o vereis "assentado à direita do poder de Deus" (Mc 14.21, 62). A glória de Deus é o amor, demonstrado na obediência humilde e no sacrifício voluntário do Filho de Deus para a salvação dos pecadores. Por isso, Deus o Pai "o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome" (Fp 2.9), para que Ele pudesse reinar sobre nós em amor com o perdão da sua cruz. — LCMS Lectionary Summaries

Cor litúrgica: Escarlate ou Roxa

LEITURAS:

† Antigo Testamento: Zacarias 9.9-12
† Salmo: Salmo 118.19-29 (antífona v. 26) ou Salmo 31.9-16 (antífona v. 5)
† Epístola: Filipenses 2.5-11
† Evangelho: S. Marcos 14.1—15.47 ou Marcos 15.1–47 ou João 12.20–43


ORAÇÃO DO DIA:

Todo-poderoso e eterno Deus, que enviaste teu Filho, nosso Salvador Jesus Cristo, para tomar sobre si nossa natureza pecaminosa e sofrer a morte sobre a cruz, concede que possamos seguir o exemplo de sua grande humilhação e paciência e sermos feitos participantes de sua ressurreição; através do mesmo Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém. — Culto Luterano: lecionários (Editora Concórdia)

25/03/2015

25 de março - Anunciação de Nosso Senhor

“Anunciação” (1621), Guido Reni (1575-1642)

“A verdadeira humildade jamais sabe que é humilde. Pois, se o soubesse, se tornaria arrogante ao contemplar essa bela virtude. Pelo contrário, ela se apega, de coração, mente e todos os sentidos,às coisas insignificantes; é a essas que tem sempre em mente, são esses os pensamentos que a ocupam. E como tem em vista a essas, não pode ver nem reconhecer a si mesma. Muito menos ainda pode aperceber-se das coisas elevadas. Por isso a honra e a exaltação hão de surpreendê-la ocupada com pensamentos alheios à honra e à exaltação. Assim diz Lucas 1.29 que Maria estranhou a saudação do anjo e ficou matutando que saudação seria aquela, pois jamais a havia esperado. Se a saudação tivesse sido levada à filha de Caifás, esta não se teria preocupado em perguntar que saudação seria aquela; ela a teria aceito imediatamente e pensado: Correto! É assim que deve ser.”

-- Bem-aventurado Martinho Lutero (1483-1546), doutor e reformador da igreja, no Magnificat (Obras Selecionadas de Lutero, volume 6, p. 38-39)

24/03/2015

A religião e a igreja do perdão

"The Forgiving Father", por Sister Rigoberta OSF

"A religião cristã e a igreja cristã é uma religião e uma igreja do perdão. Em ambas, o perdão dos pecados é o centro em torno do qual tudo gira. Enquanto que em todas as outras religiões o ponto principal consiste em dar orientações para uma vida piedosa e virtuosa, no reino instituído por Cristo o ponto principal é o perdão dos pecados."

-- Rev. C. F. W. Walther (1811-1887), no sermão sobre Mateus 9.1-8 (Décimo Nono Domingo após Trindade)

22/03/2015

Quinto Domingo na Quaresma – 22 de março de 2015

“Cristo no Jardim do Getsêmani” (1750), Giovanni Battista Tiepolo (1696–1770)

Nos Santos Sacramentos partilhamos a glória da Cruz de Cristo

Jesus catequiza seus discípulos no caminho da cruz, revelando que ele será condenado e morto e "depois de três dias, ressuscitará" (Mc 10.33-34), mas os Doze não entendem. Em vez disso, eles discutem entre si sobre quem será o maior e Tiago e João ainda pedem lugares de honra, um à direita e outro à esquerda de Jesus na sua glória. No entanto, Jesus veio mesmo para tornar-se "escravo de todos" e "dar a sua vida em resgate de muitos" (Mc 10.43-45). Jesus compartilha a verdadeira glória da sua cruz com todos os que são batizados com seu batismo e bebem seu cálice da salvação, o Novo Testamento no seu sangue (Mc 10.39). Através destes Santos Sacramentos, o Senhor se torna conhecido de todo o seu povo, perdoando os seus pecados, "desde o menor até o maior" de seus filhos e filhas (Jr 31.33-34). Apesar de Jesus ser o próprio Filho de Deus, ele "aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu" e assim se tornou nosso grande sumo sacerdote, para que possamos entrar em sua glória por meio de seu sacrifício (Hb 5.8-10). — Lectionary Summaries (The Lutheran Church—Missouri Synod)

Cor litúrgica: Roxa

LEITURAS:

† Antigo Testamento: Jeremias 31.31-34
† Salmo: Salmo 119.9-16 (antífona v. 10)
† Epístola: Hebreus 5.1-10
† Evangelho: S. Marcos 10.(32-34) 35-45

ORAÇÃO DO DIA:

Todo-poderoso Deus, pela tua enorme bondade e misericórdia olha para o teu povo, a fim de sermos sempre governados e preservados em corpo e alma; através de Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém. — Culto Luterano – Lecionários (Editora Concórdia)

19/03/2015

Evangelho do Dia – Festa de São José, Tutor de Jesus

“A Fuga para o Egito” (1737), Jerónimo Ezquerra (1660–1737)

Evangelho segundo S. Mateus 2.13-15,19-23

13 Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar.
14 Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito;
15 e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta: Do Egito chamei o meu Filho.
19 Tendo Herodes morrido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe:
20 Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino.
21 Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel.
22 Tendo, porém, ouvido que Arquelau reinava na Judeia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; e, por divina advertência prevenido em sonho, retirou-se para as regiões da Galileia.
23 E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno.

- Bíblia Sagrada J. F. de Almeida Revista e Atualizada (SBB)

Festa de São José, Tutor de Jesus – 19 de março

“São José carregando o Menino Jesus” (1665), Pierre Letellier (1614-76)

Hoje é a Festa de São José, tutor de Jesus. São José tem sido honrado ao longo dos séculos por sua fiel dedicação em ajudar Maria a criar Jesus. O Evangelho de Mateus nos diz que José era um homem justo, que seguiu as instruções do anjo e tomou a já grávida Maria como sua esposa (Mateus 1.24). Nos Evangelhos, Jesus é referido como “o filho do carpinteiro” (Mateus 13.55). Isto sugere que José tinha habilidades de construtor com a qual ele sustentou sua família. José seguiu as instruções do anjo ao levar Maria e Jesus para o Egito a fim de escapar da trama assassina de Herodes, o Grande (Mateus 2.14). José aparece pela última vez nas Escrituras quando ele e Maria fielmente levaram Jesus, aos doze anos de idade, a Jerusalém para a Páscoa (Lucas 2.41-51). José, o tutor de nosso Senhor, tem sido associado com a paternidade afetiva e caridosa.

Cor litúrgica: Branca

LEITURAS:

† Antigo Testamento: 2 Samuel 7.4-16
† Salmo: Salmo 127 (antífona v. 1a)
† Epístola: Romanos 4.13-18
† Santo Evangelho: São Mateus 2.13-15,19-23


ORAÇÃO DO DIA:

Todo-poderoso Deus, que da família de teu servo Davi fizeste nascer a José para ser o tutor de teu Filho encarnado e o marido de sua mãe, Maria, concede-nos a graça de seguir o exemplo deste trabalhador fiel em atender ao teu conselho e obedecer às tuas ordens; através de Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

Fonte: Treasury of Daily Prayer (St. Louis: Concordia Publishing House, 2008. p. 1286-1287)

17/03/2015

Patrício, Missionário da Irlanda


Hoje nosso Sínodo comemora Patrício, Missionário da Irlanda. Não, não se trata apenas de um dia para trevos, duendes (leprechauns) ou bife enlatado e repolho. É um dia para agradecer a Deus por um vigoroso confessor! Patrício, nascido por volta de 389 na atual Grã-Bretanha e levado cativo para a Irlanda ainda jovem, escapou do cativeiro, mas acabou retornando para a terra de seu cativeiro para pregar o Deus que Ele viera a conhecer e confessar em suas tribulações. Reflita nestas palavras de sua famosa Confissão:

“Por esta razão não posso me calar, nem seria isto apropriado, diante de tantas dádivas e graças que o Senhor se dignou a me conceder na terra do meu cativeiro; porquanto esta é nossa maneira de retribuir para, depois da correção ou do reconhecimento de Deus, exaltar e confessar suas maravilhas diante de todas as nações que estão debaixo do céu.
Porque não há outro Deus, nunca houve antes, nem haverá no futuro, além de Deus pai não gerado, sem princípio, do qual procede todo o princípio, quem tudo possui, como dizemos; e seu filho Jesus Cristo, que assim como o pai evidentemente sempre existiu, antes do começo dos tempos em espírito ao pai. Criado inefavelmente antes da origem do mundo, e por ele mesmo foram criadas todas as coisas visíveis e invisíveis. Ele foi feito homem, venceu a morte e foi recebido no céu junto do pai, e foi-lhe dado todo poder absoluto sobre todo nome no céu, na terra e no inferno para que assim toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor e Deus, em quem nós cremos e esperamos que sua vinda breve está, como juiz dos vivos e dos mortos. Este que dará para cada um segundo os seus feitos, e derramou em vós abundantemente o seu Espírito Santo, o dom e a garantia da imortalidade, que tornou os crentes e obedientes em filhos de Deus e co-herdeiros de Cristo: aquele que confessamos e adoramos, O único Deus na trindade do seu santo nome.”

As palavras de São Patrício estão muito bem incluídas no grande hino chamado de Couraça de São Patrício, a ele atribuído! Você pode lê-lo no hinário LSB (Lutheran Service Book), nº 604, "I Bind Unto Myself Today".

Louvamos a ti, Trindade Santíssima, por teu servo fiel Patrício e toda a hoste de missionários que proclamam ao mundo o verdadeiro Deus e chamam a todos para se deleitarem livremente com a salvação que está em Cristo Jesus. Amém.

-- Tradução de post na página do Facebook da Igreja Luterana - Sínodo Missouri.