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30/11/2016

Santo André, 30/11/2016

Santo André, irmão de Simão Pedro, nasceu no vilarejo de Betsaida da Galileia. Originalmente um discípulo de São João Batista, André depois se tornou o primeiro dos discípulos de Jesus (João 1.35-40). Seu nome aparece regularmente nos Evangelhos próximo ao topo nas listas dos Doze. Foi ele quem apresentou pela primeira vez o seu irmão Simão a Jesus (João 1.41-42). Ele foi, no verdadeiro sentido, o primeiro missionário em sua casa, assim como o primeiro missionário aos estrangeiros (João 12.20-22). A tradição diz que André foi martirizado através da crucificação em uma cruz em forma de X. Em 357 d.C., o seu corpo teria sido levado para a Igreja dos Santos Apóstolos em Constantinopla e, posteriormente, removido para a catedral de Amalfi, na Itália. Séculos depois André se tornou o santo patrono da Escócia. O Dia de São André determina o início do Ano da Igreja Ocidental, já que o primeiro domingo do Advento é sempre no domingo mais próximo ao dia de Santo André.

Cor litúrgica: Vermelha

LEITURAS:

† Antigo Testamento: Ezequiel 3.16-21
† Salmo: Salmo 139.1-12 (antífona v. 17)
† Epístola: Romanos 10.8b-18
† Santo Evangelho: S. João 1.35-42a

ORAÇÃO DO DIA:

Todo-Poderoso Deus, por tua graça, o apóstolo André obedeceu ao chamado de teu Filho para ser um discípulo. Concede-nos também seguir no coração e vida o mesmo Senhor Jesus Cristo, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.



FonteTreasury of Daily Prayer (St. Louis: Concordia Publishing House, 2009. p. 969)

18/12/2015

18 de Dezembro: Ó Adonai


GRANDES ANTÍFONAS DO ADVENTO
18 de Dezembro: Ó Adonai

ANTÍFONA
Ó Adonai, guia da casa de Israel,
que aparecestes a Moisés na sarça ardente
e lhe destes vossa lei sobre o Sinai:
vinde salvar-nos com o braço poderoso!

MAGNIFICAT
A minha alma engrandece ao Senhor,
e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador,
porque ele contemplou na humildade da sua serva.
Pois desde agora todas as gerações me considerarão bem-aventurada,
porque o Poderoso me fez grandes coisas.
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia vai de geração em geração  sobre os que o temem.
Agiu com o seu braço valorosamente;
dispersou os que no coração alimentavam pensamentos soberbos.
Derrubou dos seus tronos os poderosos e exaltou os humildes.
Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos.
Amparou a Israel, seu servo, a fim de lembrar-se da sua misericórdia,
a favor de Abraão e de sua descendência para sempre,
como prometera aos nossos pais.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
como era no princípio,
agora é e para sempre será - de eternidade a eternidade. Amém.

ANTÍFONA
Ó Adonai, guia da casa de Israel,
que aparecestes a Moisés na sarça ardente
e lhe destes vossa lei sobre o Sinai:
vinde salvar-nos com o braço poderoso!

17/12/2015

17 de Dezembro: Ó Sabedoria

“Deus criando o Sol, a Lua e as Estrelas” (séc. XVII), Jan Brueghel, O Jovem (1601–1678)

GRANDES ANTÍFONAS DO ADVENTO
17 de dezembro: Ó Sabedoria

ANTÍFONA
Ó Sabedoria, que saístes da boca do Altíssimo,
e atingis até os confins de todo o universo
e com força e suavidade governais o mundo inteiro:
oh vinde ensinar-nos o caminho da prudência!

MAGNIFICAT
A minha alma engrandece ao Senhor,
e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador,
porque ele contemplou na humildade da sua serva.
Pois desde agora todas as gerações me considerarão bem-aventurada,
porque o Poderoso me fez grandes coisas.
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem.
Agiu com o seu braço valorosamente;
dispersou os que no coração alimentavam pensamentos soberbos.
Derrubou dos seus tronos os poderosos e exaltou os humildes.
Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos.
Amparou a Israel, seu servo, a fim de lembrar-se da sua misericórdia,
a favor de Abraão e de sua descendência para sempre,
como prometera aos nossos pais.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
como era no princípio,
agora é e para sempre será - de eternidade a eternidade. Amém.

ANTÍFONA
Ó Sabedoria, que saístes da boca do Altíssimo,
e atingis até os confins de todo o universo
e com força e suavidade governais o mundo inteiro:
oh vinde ensinar-nos o caminho da prudência!

17/12/2014

Antífonas "Ó" ou “Antífonas Maiores”


Já ouviu falar sobre esta antífona? Aliás, você sabe o que significa o termo antífona?

O povo de Deus sempre marcou o tempo lembrando os eventos da história de nossa Salvação. Por exemplo, Advento, Natal, Epifania, etc.

Nós queremos te ajudar a contar o tempo através da Antífonas “Ó” ou Antífonas Maiores a fim de destacarmos, celebrarmos e comemoramos o Deus que se fez carne.

A série "Ó vem, Ó vem Emanuel" começa hoje.

O que é uma antífona?

A antífona é um verso chave que abre o caminho para o texto principal. Por exemplo, a antífona de um Salmo é o verso chave para entender todo o salmo ou revela o tema do salmo.
Se compararmos uma antífona com a uma bela obra de arte, com uma pintura, diríamos que a antífona é a moldura desta bela obra de arte.
E a ANTÍFONA "Ó"?


Antífona Ó

A Igreja Cristã vive dentro do seu próprio tempo e a prova deste fato é o ano eclesiástico, onde os principais eventos da história da salvação são destacados, celebrados e comemorados.
Não somente os grandes períodos são destacados, tais como Advento, Natal, Epifania, mas diariamente a igreja dedicava e dedica algumas horas do dia a Deus.

A praxe de observar os tempos e dias não é uma novidade ou invenção da Igreja Cristã Neotestamentária, mas sim uma praxe ordenada pelo próprio Deus desde os tempos da Igreja cristã veterotestamentária. Se observarmos alguns livros do Pentateuco encontraremos ordens específicas para marcar os dias e também os grandes períodos festivos.

Com objetivo de marcar os dias, Deus concedeu orientações específicas de como os sacrifícios matutinos e os sacrifícios vespertinos ocorreriam. Durante estes sacrifícios diários, tanto as matinas como as vésperas, o celebrante, após do sacrifício de um cordeiro, entrava no lugar santo a fim de queimar o incenso diante de Deus no altar do incenso que ficava paralelo a Arca da Aliança.


Não somente as matinas e as vésperas eram observadas, mas as grandes festas também eram destacadas, por exemplo, a Páscoa. A Páscoa foi instituída pelo próprio Deus a fim de que os israelitas não se esquecessem da forma que YHWEH os tirou da escravidão do Egito.

Durante a história da igreja, períodos foram observados, tais como Advento, Natal, Epifania, etc. No entanto, as horas do dia também eram observadas e ápice de tais observações ocorreu nos mosteiros. Os mosteiros que seguiam a ordem beneditina observam sete momentos de orações iniciando nas Laudas e encerrando o dia com as Completas.

Durante a reforma, somente duas formas de observações das horas foram preservadas: Matinas e Vésperas. Considerando o objeto destes estudos, é importante destacar a ordem das Vésperas. Dentro da estrutura da ordem das Vésperas é previsto o Cântico da Bem-aventurada Virgem Maria, sendo que as antífonas que precedem tal cântico serão estudadas e analisadas nestes estudos.

Durante o santo tempo de advento, na ordem das vésperas, as antífonas que precedem o Magnificat contam com especiais composições literárias e musicais chamadas de “antífonas maiores”, ou “antífonas do Ó”. A Antífona “Ó” são uma forma a mais que a Igreja marca o seu tempo antes do Santo Natal. São sete antífonas, um para cada dia começando no dia 17 de dezembro até 23 de dezembro.

Estas antífonas recebem o nome de Antífona “Ó” por serem introduzidas pela interjeição “Ó” que conota a admiração da Igreja pelo Cristo que veio ao encontro do seu povo no Natal. Pelo Cristo que virá no último dia derradeiro. Pelo Cristo que diariamente vem através da Palavra e dos Santos Sacramentos. Cada antífona é estruturada com um título cristológico (Sabedoria, Adonai, Raiz de Jessé, Chave de Davi, Sol Oriente, Rei das Nações, Emanuel), seguido de uma explicitação bíblico-teológica e concluída por uma súplica que, por sua vez é introduzida pelo verbo vir (Vinde!).

O hino “Veni Emmanuel”, traduzido para o Hinário Luterano com o título “Ó Vem, vem Emanuel”, foi composto com base nestas antífonas. Tanto as antífonas originais, como também o hino “Veni Emmanuel” são compostas de sete estrofes. No entanto, a versão do Hinário Luterano tem somente três estrofes.

A língua original destas antífonas é o latim, mas para efeito destes estudos optarei pela tradução oficial da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
 


Rev. Elissandro Ribeiro da Silva 

06/01/2014

A Jornada dos Magos - T. S. Eliot

Ilustração de Edward McKnight Kauffer para “A Jornada dos Magos” de T. S. Eliot
A Jornada dos Magos (T. S. Eliot)
Tradução: Ivan Junqueira

Foi um frio que nos colheu
Na pior quadra do ano
Para uma viagem, e longa era a viagem:
Os caminhos enlameados e o tempo adverso
Em pleno coração de inverno.”
E os camelos escoriados, o casco em chagas, indóceis,
Jaziam em meio à neve derretida.
Foram momentos em que recordamos
Os palácios estivais sobre os penhascos, os terraços,
As sedosas meninas que nos traziam afrodisíacos.
E depois os cameleiros que imprecavam e maldiziam
E desertavam, e exigiam fêmeas e aguardente.
E os fogos da noite em bruxuleio, a falta de apriscos,
As cidades hostis, as vilas inóspitas,
As aldeias sujas e tudo a preços absurdos.
Foi uma rude quadra para nós.
Ao fim preferimos viajar à noite
Dormindo entre uma e outra vigília,
Com vozes que cantavam em nossos ouvidos, dizendo
Que aquilo tudo era uma loucura.

E eis alcançamos pela aurora um vale ameno,
Úmido, sob a linha da neve, impregnado de aromas silvestres,
Com o regato e um moinho a fustigar as trevas,
E três árvores recortadas contra o céu baixo,
E um velho cavalo branco a galope pelo prado.
E chegamos depois a uma taverna com parras sobre as vigas;
Seis mãos se viam pela porta entreaberta
A disputar peças de prata com seus dados,
E pés que golpeavam os odres já vazios
Mas nenhuma informação nos deram, e então seguimos
Para chegarmos ao crepúsculo, sequer um instante antes,
E encontrarmos o lugar; foi (podeis dizer) satisfatório.

Tudo isso há muito tempo se passou, recordo,
E outra vez o farei, mas considerai
Isto considerai
Isto: percorremos toda aquela estrada
Rumo ao Nascimento ou à Morte? Um nascimento, é certo,
Tínhamos prova, não resta dúvida: um nascimento e morte contemplei,
Mas os pensara diferentes; tal nascimento era, para nós,
Amarga e áspera agonia, como a Morte, a nossa morte.
Regressamos às nossas plagas, estes Reinos,
Porém aqui não mais à vontade, de acordo com a antiga ordem divina,
Onde um povo estranho se agarra aos próprios deuses.
Uma outra morte me será bem vinda.

Ilustração de Edward McKnight Kauffer para “A Jornada dos Magos” de T. S. Eliot
"A Jornada dos Magos" é um poema de 43 linha escrito em 1927 por T. S. Eliot (1888-1965), Nobel de Literatura em 1948. É um dos cinco poemas que Eliot escreveu para uma série de 38 panfletos, escritos por vários autores, intitulado coletivamente de “Ariel Poems” (Poemas de Ariel) e lançado pela editora britânica Faber and Gwyer (mais tarde, Faber & Faber). Publicado em agosto de 1927, “A Jornada dos Magos” foi o oitavo da série, com ilustrações do artista Edward McKnight Kauffer (1890-1954). Os poemas, incluindo "A Jornada dos Magos", foram publicados mais tarde em ambas as edições de coleções de poemas de Eliot em 1936 (Collected Poems: 1909–1935) e 1963 (Collected Poems: 1909–1962), publicadas conjuntamente pelas editoras Faber & Faber (Londres) e Harcourt Brace (New York).

TEXTO ORIGINAL DE T. S. ELIOT

The Journey of the Magi

A cold coming we had of it,
Just the worst time of the year
For a journey, and such a long journey:
The was deep and the weather sharp,
The very dead of winter."
And the camels galled, sore-footed, refractory,
Lying down in the melting snow.
There were times we regretted
The summer palaces on slopes, the terraces,
And the silken girls bringing sherbet.
Then the camel men cursing and grumbling
And running away, and wanting their liquor and women,
And the night-fires gong out, and the lack of shelters,
And the cities hostile and the towns unfriendly
And the villages dirty, and charging high prices.:
A hard time we had of it.
At the end we preferred to travel all night,
Sleeping in snatches,
With the voices singing in our ears, saying
That this was all folly.

Then at dawn we came down to a temperate valley,
Wet, below the snow line, smelling of vegetation;
With a running stream and a water-mill beating the darkness,
And three trees on the low sky,
And an old white horse galloped away in the meadow.
Then we came to a tavern with vine-leaves over the lintel,
Six hands at an open door dicing for pieces of silver,
And feet kicking the empty wine-skins.
But there was no information, and so we continued
And arrived at evening, not a moment too soon
Finding the place; it was (you may say) satisfactory.

All this was a long time ago, I remember,
And I would do it again, but set down
This set down
This: were we lead all that way for
Birth or Death? There was a Birth, certainly,
We had evidence and no doubt. I have seen birth and death,
But had thought they were different; this Birth was
Hard and bitter agony for us, like Death, our death.
We returned to our places, these Kingdoms,
But no longer at ease here, in the old dispensation,
With an alien people clutching their gods.
I should be glad of another death.