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23/06/2016

Oração da Noite de Martinho Lutero


Bênção da Noite

A noite, antes de recolher-te, faze o sinal da santa cruz, dizendo:

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo! Amém. 

Então, de pé ou de joelhos, dize o Credo e o Pai Nosso. Se quiseres, podes dizer mais esta pequena oração:  

Meu Pai celestial, graças te dou, por Jesus Cristo, teu amado Filho, por me haveres protegido bondosa­mente neste dia, e peço-te que me perdoes todos os pecados e o mal que fiz e me protejas por tua graça nesta noite. Nas tuas mãos me entrego, de corpo e alma, bem como todas as coisas. Esteja comigo teu santo anjo, para que o inimigo maligno não tenha poder algum sobre mim. Amém.  

Feito Isto dorme tranquilamente.

Catecismo Menor de Lutero (Orações Diárias)

Oração da Manhã de Martinho Lutero



Bênção da Manhã

De manhã, quando te levantas, faze o sinal da santa cruz, dizendo:

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo! Amém.

Então, de pé ou de joelhos, dize o Credo e o Pai Nosso. Se quiseres, podes dizer mais esta pequena oração:

Meu Pai celestial, graças te dou, por Jesus Cristo, teu amado Filho, por me haveres defendido de todo o dano e de todos os perigos da noite passada, e peço­-te que me preserves também neste dia do pecado e de todo o mal, para que todas as minhas ações e a minha vida te agradem. Nas tuas mãos me entrego, de corpo e alma, bem como todas as coisas. Esteja comigo o teu santo anjo, para que o inimigo maligno não tenha poder algum sobre mim. Amém.

Feito isto, começa o teu trabalho alegremente, cantando um hino como por exemplo, sobre os Dez Manda­mentos ou sobre qualquer coisa que a tua devoção te sugerir.

Catecismo Menor de Lutero (Orações Diárias)

07/03/2016

Parte 4/6 Jornada cristã através do Catecismo Menor e do Catecismo Maior



Parte 4/6
Santo Batismo




Ler também a seguinte publicação: Batismo de Jesus


Catecismo maior sobre o Batismo
Já falamos sobre os Mandamentos, sobre o Credo e sobre o Pai-Nosso. Além dessas, ainda importa falar dos nossos dois sacramentos, instituídos por Cristo. Cumpre tenha cada cristão pelo menos uma instrução geral e breve sobre eles, visto sem eles não ser possível que haja cristão. Em primeiro lugar trataremos do Batismo, pelo qual de início somos recebidos na cristandade.
Em primeiro lugar, é preciso que se conheçam bem, antes de tudo, as palavras em que está fundamentado o batismo e com os quais se relaciona tudo quanto se há de dizer sobre ele, a saber, onde Cristo, o Senhor diz: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” Em Marcos, também no último capítulo: “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.”
Nestas palavras deves notar em primeiro lugar que aqui temos o mandamento e a instituição de Deus. Não se duvidará, pois, que o batismo é coisa divina e não invento humano. Pois assim como posso dizer que nenhum homem pensou em sua cabeça os Dez Mandamentos, o Credo e o Pai Nosso, que, ao contrário, o próprio Deus revelou e deu, da mesma posso exaltar o fato de que o batismo não é brincadeira de homens, senão que é instituído pelo próprio Deus. O mais importante é que considere o batismo coisa excelente, gloriosa e excelsa.
Umas das belas frases de Lutero sobre batismo, Lutero afirma: “Ser batizado em nome de Deus é ser batizado não por homens, mas pelo próprio Deus. Por isso, ainda que levado a efeito pelas mãos do homem, não obstante é verdadeiramente obra de Deus mesmo.” Em outro momento, Lutero diz: “Porque o cerne da água batismal é a Palavra ou mandamento de Deus, e o nome de Deus, tesouro maior e mais nobre que céus e terra.
Lutero ainda diz que o batismo é totalmente distinto de água comum, pois, “adiciona algo mais nobre. Pois o próprio Deus aqui empenha a sua honra e nela põe a sua força e poder. Por isso não é apenas água natural, porém água divina, celeste, santa e bendita. Tudo em virtude da Palavra, que é palavra divina e santa.

Catecismo Menor sobre o Batismo
P  Primeiro: Que é o batismo?
C O batismo não é apenas água simples, mas é a água compreendida no mandamento divino e ligada à palavra de Deus.
P Qual é esta palavra de Deus?
C_É a que nosso Senhor Jesus Cristo diz no último capítulo de Mateus: "Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo."
P  Segundo: Que dá ou aproveita o batismo?
C Opera a remissão dos pecados, livra da morte e do diabo, e dá a salvação eterna a quantos creem, conforme dizem as palavras e promessas de Deus.
P Quais são estas palavras e promessas de Deus?
C São as que nosso Senhor Jesus Cristo diz no último capítulo de Marcos: "Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado."
P Quais são estas palavras e promessas de Deus?
C São as que nosso Senhor Jesus Cristo diz no último capítulo de Marcos: "Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado."
P Terceiro: Como pode a água fazer coisas tão grandes?
C A água, em verdade, não as faz, mas a palavra de Deus que está unida à água, e a fé que confia nesta palavra de Deus unida com a água. Pois sem a palavra de Deus, a água é simples água e não batismo. Mas com a palavra de Deus a água é batismo, isto é, água de vida, cheia de graça e um lavar de renascimento no Espírito Santo, como diz Paulo na carta a Tito: "(Deus) nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por sua graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna. Fiel é esta palavra.“
P Quarto: Que significa este batizar com água?
C Significa que o velho homem em nós, por contrição e arrependimento diários, deve ser afogado e morrer com todos os pecados e maus desejos e, por sua vez, sair e ressurgir diariamente novo homem, que viva em justiça e pureza diante de Deus eternamente.
P Onde está escrito isto?

C Paulo diz em Romanos, capítulo sexto: "Fomos sepultados com Cristo na morte, pelo batismo; para que como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida."



29/02/2016

Período Quaresmal Parte 3/6 Jornada cristã através do Catecismo Menor e do Catecismo Maior

Período Quaresmal                              Parte 3/6
Jornada cristã através do Catecismo Menor e do Catecismo Maior

Prezado leitor, no lado direito de cada petição, terás uma estrofe do hino Pai Nosso de Rodolfo Hasse (1890-1968). Melodia Num Komm, Der Heiden Her Land - Martinho Lutero - 1524). 


Catecismo Maior
Segue-se a terceira parte: como se deve orar. Pois, visto nossa situação
ser tal, que ninguém pode cumprir os mandamentos perfeitamente, ainda que haja começado a crer, e visto o diabo, juntamente com mundo e a nossa própria carne, a isso se opor com toda a força, nada é
 mais necessário do que viver continuamente nos ouvidos de Deus, clamando e pedindo que nos dê, preserve e multiplique a fé e cumprimento dos dez mandamentos e remova tudo o que está em nosso caminho e nos impede. Mas, a fim de soubéssemos orar, o próprio Cristo, Senhor nosso, nos ensinou a maneira e as palavras.
Antes, porém, de explicarmos, por partes, o Pai-Nosso, o mais necessário por certo é exortar e estimular os homens previamente a que orem, conforme o fizeram também Cristo e os apóstolos. E cumpre saibamos, em primeiro lugar, como, por causa do mandamento de Deus, temos o dever de orar. Com efeito, eis o que vimos no segundo mandamento: “Não tomarás o nome de Deus em vão. ” Aqui se exige que louvemos o Santo nome, o invoquemos em todas as necessidades, ou oremos. Pois invocar outra coisa não é que orar.
Ninguém pense que é indiferente orar ou não, como fazem as pessoas grosseiras, que seguem por aí com a seguinte ilusão e pensamento: Por que eu iria orar? Devemos orar, primeiro, por que Deus ordena. Segundo, acrescenta a promessa. Estudemos cada parte do Pai Nosso.

Catecismo Menor
INTRODUÇÃO: Pai Nosso, que estás nos céus. Que significa isto? Deus quer atrair-nos carinhosamente com estas palavras, para crermos que ele é o nosso verdadeiro Pai e nós, os seus verdadeiros filhos, para que lhe roguemos sem temor, com toda a confiança, como filhos amados ao querido pai.
PRIMEIRA PETIÇÃO: Santificado seja o teu nome. Que significa isto? O nome de Deus, na verdade, é santo em si mesmo. Mas suplicamos nesta petição que seja santificado também entre nós. Quando sucede isto? Quando a palavra de Deus é ensinada clara e puramente e nós, como filhos de Deus, também vivemos uma vida santa, em conformidade com ela; concede-nos isso, querido Pai do céu. Aquele, porém, que ensina e vive de modo diverso do que diz a palavra de Deus, profana o nome de Deus entre nós; guarda-nos disso, ó Pai celeste!

SEGUNDA PETIÇÃO: Venha o teu reino. Que significa isto? O reino de Deus vem, na verdade, por si mesmo, sem a nossa prece; mas suplicamos nesta petição que venha também a nós. Quando sucede isto? Quando nosso Pai celeste nos dá o seu Espírito Santo, para crermos, por sua graça, em sua santa palavra, e vivermos uma vida com Deus neste mundo e na eternidade.

TERCEIRA PETIÇÃO: Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Que significa isto? A boa e misericordiosa vontade de Deus, em verdade, é feita sem a nossa prece; mas suplicamos nesta petição que seja feita também entre nós. Quando sucede isto? Quando Deus desfaz e impede todo mau conselho e vontade dos que não nos querem deixar santificar o seu nome, nem permitir que venha o seu reino, tais como a vontade do diabo, do mundo e da nossa carne; e quando, por outro lado, nos fortalece e preserva na sua palavra e na fé, até o fim. Esta é a sua boa e misericordiosa vontade.

QUARTA PETIÇÃO: O pão nosso de cada dia nos dá hoje. Que significa isto? Deus, em verdade, dá o pão de cada dia, mesmo sem a nossa prece, a todos os homens, também aos ímpios. Mas suplicamos nesta petição que nos faça reconhecê-lo e receber com agradecimento o pão nosso de cada dia. Que significa o pão de cada dia? Tudo o que pertence ao sustento e às necessidades da vida, como por exemplo: comida, bebida, vestes, calçado,  casa, lar, campos, gado, dinheiro, bens, consorte fiel, filhos piedosos, empregados fiéis, superiores  piedosos e fiéis, bom governo, bom tempo, paz, saúde, disciplina, honra, leais amigos, bons vizinhos e coisas semelhantes.

QUINTA PETIÇÃO: E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores. Que significa isto? Suplicamos nesta petição que o Pai celeste não observe os nossos pecados, nem por causa deles recuse as nossas preces; pois somos indignos de todas as coisas que pedimos, nem as merecemos; mas no-las conceda todas por graça, visto pecarmos muito diariamente e nada merecermos senão castigo. Da mesma forma queremos nós perdoar de coração, e de boa vontade fazer o bem aos que pecam contra nós.

SEXTA PETIÇÃO: E não nos deixes cair em tentação. Que significa isto? Deus, em verdade, não tenta ninguém; mas suplicamos nesta petição que nos guarde e preserve, para que o diabo, o mundo e a nossa carne não nos enganem, nem nos seduzam a crenças falsas, desespero ou qualquer outra grande infâmia ou vício; e ainda que tentados, vençamos afinal e retenhamos a vitória.

SÉTIMA PETIÇÃO: Mas livra-nos do mal. Que significa isto? Suplicamos, em resumo, nesta petição, que o Pai celeste nos livre de todos os males que afetam o corpo e a alma, os bens e a honra e, finalmente, quando vier a nossa hora derradeira, nos conceda um fim bem-aventurado e nos leve, por graça, deste vale de lágrimas para junto de si, no céu.


CONCLUSÃO: Pois teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. Que significa Amém? Devo estar certo de que estas petições são agradáveis ao Pai celeste e ouvidas por ele; pois ele mesmo nos ordenou orar desta maneira e prometeu atender-nos. Amém, Amém, isto significa: Sim, assim seja!

23/02/2016

Parte 1/6 Jornada cristã através do Catecismo Menor e do Catecismo Maior

Período Quaresmal                              Parte 1/6
Jornada cristã através do Catecismo Menor e do Catecismo Maior



A Igreja Luterana confessa que a Bíblia é a única norma de fé e de doutrina. E por ser a expressão da fé bíblica, reconhece o Livro de Concórdia como um livro de grande e fundamental importância. O livro de Concórdia não tem autoridade em si só, mas por estar em consonância com a verdade escriturística, assume um papel relevante e primordial dentro da Confessionalidade Luterana.
O livro de Concórdia é composto de vários documentos que foram escritos no período entre 1530 até 1580. No projeto “Jornada cristã através Catecismo Menor e Maior” será enfatizado dois documentos de grande valia e que foram escritos por Lutero. Ambos Catecismos foram escritos em 1529 e o que diferencia ambos é público alvo para quem são dirigidos. O Catecismo Menor está destinado para ser usado nos lares e Catecismo Maior é destinado para o uso do clero.  Nesta jornada teremos um pouco dos dois, no entanto, a base principal é o Catecismo Menor.
O Catecismo Maior e o Menor estão dividido em seis partes principais: Os Mandamentos, O Credo, O Pai Nosso, O Sacramento do Santo Batismo, Como se deve ensinar as pessoas simples a se confessarem e Sacramento do Altar. Nesta primeira parte da jornada será enfatizado os mandamentos.
Conhecendo a estrutura do Catecismo Menor: é de fundamental importância entender a estrutura do Catecismo Menor. Primeiramente temos o texto do mandamento e logo em seguida temos a pergunta “Que significa isto” que é a explicação do mandamento. Nesta jornada, teremos uma pequena reflexão sobre o mandamento em destaque retirada do CATECISMO MAIOR e logo em seguida o texto do CATECISMO MENOR.

1
           Catecismo maior: primeiro mandamento: O que é ter um Deus? Ter um Deus outra coisa não é senão confiar e crer nele de todo coração. Repetidas vezes já disse que apenas o confiar e crer de coração faz tanto o Deus como ídolo. Se é verdadeira a fé e confiança verdadeira, verdadeiro também é o teu Deus. Lutero afirma que verdadeiro culto e honra a Deus é confiar inteiramente em Deus. Catecismo Menor: primeiro mandamento: Eu sou o Senhor, teu Deus. Não terás outros deuses diante de mim. Que significa isto? Devemos temer e amar a Deus e confiar nele acima de todas as coisas.

2
 Catecismo Maior: Segundo mandamento: O primeiro mandamento instruiu o coração e ensinou o que é fé, assim este mandamento coloca a boca a e a língua numa relação correta com Deus. Por que primeiro se manifesta no coração e depois brota em palavras. Catecismo Menor: Segundo mandamento: Não tomarás em vão o nome do Senhor, teu Deus, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. Que significa isto? Devemos temer e amar a Deus e, portanto, em seu nome não amaldiçoar, jurar, praticar a feitiçaria, mentir ou enganar; mas devemos invocá-lo em todas as necessidades, orar, louvar e agradecer.

3
Catecismo Maior: Terceiro Mandamento: Tome lugar e tempo a fim de participar do culto divino, isto é , reúnam-se as pessoas com o objetivo de ouvir e tratar da Palavra de Deus e depois louvar a Deus, cantar e rezar. Catecismo Menor: Terceiro mandamento: Santificarás o dia do descanso. Que significa isto? Devemos temer e amar a Deus e, portanto, não desprezar a pregação e a sua palavra; mas devemos considerá-la santa, gostar de a ouvir e estudar.

4
 Catecismo Maior: Quarto mandamento: Até aqui aprendemos os três mandamentos, que tratam da nossa relação com Deus. Primeiro, que de todo coração nele confiemos, temamos e amemos, em toda a nossa vida. Segundo, que não mal-usemos seu santo nome para apoiar mentiras ou qualquer outra coisa má, porém que façamos uso dele em louvor de Deus, bem como para o proveito e salvação do próximo e de nós mesmos. Terceiro, que em dia santo e de repouso diligentemente tratemos a palavra de Deus e com ela nos ocupemos, a fim de toda nossa ação e vida sejam orientadas pela Palavra de Deus. Agora vêm os outros sete, que se referem ao nosso próximo. O primeiro e maior desses é: Honrarás a teu pai e a tua mãe. Catecismo Menor: Quarto mandamento: Honrarás a teu pai e a tua mãe, para que vás bem e vivas muito tempo sobre a terra. Que significa isto? Devemos temer e amar a Deus e, portanto, não desprezar nem irritar nossos pais e superiores; mas devemos honrá-los, servi-los, obedecer-lhes, amá-los e querer-lhes bem.

5
Catecismo Maior: Quinto mandamento: Neste mandamento saímos de nossa casa e vamos aos vizinhos, para aprender como devemos viver uns com os outros. Deus e o governo não estão incluídos neste mandamento, por que tanto Deus, como o governo tem o direito de punir os malfeitores. O propósito deste mandamento é que ninguém faça mal ao próximo devido as suas ações más, mesmo considerando que ele mereça. Por que onde se proíbe matar, aí se proíbem todas as coisas que possam dar origem ao homicídio. Segundo este mandamento, a pessoa não é somente culpada quando faz o mal para seu próximo, mas quando deixa de fazer o bem. Catecismo Menor: Quinto mandamento: Não matarás. Que significa isto? Devemos temer e amar a Deus e, portanto, não causar dano ou mal algum ao nosso próximo em seu corpo; mas devemos ajudar-lhe e favorecê-lo em todas as necessidades corporais.

6
 Catecismo Maior: Sexto mandamento: Os mandamentos, quinto a oitavo, nos mostram que não podemos fazer nenhum tipo de mal ao nosso próximo. Estes mandamentos estão muito bem organizados. Em primeiro lugar, eles falam sobre danos ao nosso próximo. Em seguida, os mandamentos passam a falar sobre a pessoa mais próxima a ele, ou a posse mais próximo seguinte, após o seu corpo, ou seja, sua esposa. Ela é uma carne e sangue com ele, de modo que não pode infligir um dano maior sobre qualquer bem que é dele. Portanto, é claramente proibido trazer qualquer desgraça, vergonha com respeito a esposa do meu próximo. Este mandamento é diretamente contra todos os tipos de pecados contra uma vida casta, seja que nome receba. Não somente a forma externa do adultério é proibido, mas todo tipo de causa, motivo e meios de adultério. O coração, os lábios e todo o corpo deve ser casto e puro e que não se de oportunidade a vida impura. Deus tem o casamento em alta consideração. Catecismo Menor: Sexto mandamento: Não cometerás adultério. Que significa isto? Devemos temer e amar a Deus e, portanto, viver uma vida casta e decente em palavras e ações, e cada qual ame e honre seu consorte.

7
 Catecismo Maior: Sétimo mandamento: Após o mandamento que trada da pessoa e do seu cônjuge, o próximo fala dos bens materiais. Deus também protege os bens que Ele concede. Ele ordena que ninguém furte qualquer coisa que seja do próximo. Brevemente, obter lucro, vantagem a partir do prejuízo do próximo. Roubar não é somente pegar o dinheiro do próximo, mas também se estende a todos os lugares que tem comércio, por exemplo, vender algo com o peso adulterado, lucro exagerado, etc. No trabalho, quando um empregado ou empregada é infiel com seus deveres e causa prejuízo ao seu patrão, ou poderia evitar, mas não o faz. Não fazer aquilo para que foi contratado também é furtar, pois se está recebendo para cumprir uma atividade. Saiba cada qual, que sob a pena de desagradar a Deus, em nenhum momento fazer dano ao próximo, nem tirar nenhuma vantagem sobre ele, nem nas transações de compra e venda ou em qualquer negócio. Mas sim cumpre proteger os bens do próximo. Catecismo Menor: sétimo mandamento: Não furtarás. Que significa isto? Devemos temer e amar a Deus e, portanto, não tirar ao nosso próximo o dinheiro ou os bens, nem nos apoderar deles por meio de mercadorias falsificadas ou negócios fraudulentos; mas devemos ajudá-lo a melhorar e conservar os seus bens e o seu meio de vida.

8
 Catecismo Maior: Oitavo mandamento: Oitavo Mandamento: Além do próprio corpo, esposo (a), bens materiais, existe outro tesouro que não se pode dispensar – honra e boa reputação. É muito difícil que alguém viva entre outras pessoas quando se está em pública desgraça e desprezado por todos. Por isso Deus não quer que a reputação e o bom nome sejam retirados ou diminuídos, assim como os bens do próximo não devem ser extorquidos. Deus deseja que a pessoa continue honrada diante do cônjuge, filhos, empregados e vizinhos. Este mandamento proíbe todos os pecados da língua pela qual se pode causar dano ao próximo ou magoá-lo. Por que sustentar falso testemunho não é nada mais do que obra da língua. Deus proíbe tudo que se faz contra o próximo através do pecado da língua. Aqui se aplica também a falsos pregadores com suas doutrinas e blasfêmias; juízes e testemunhas falsas. Aqui também trata-se da fofoca. Isto é problema por que é mais comum ouvir falar mal do que bem do próximo. Para evitar a fofoca, devemos lembrar que a ninguém cabe julgar e censurar publicamente o próximo, ainda quando o vê pecar, a menos que tenha a ordem de julgar e censurar; é grande a diferença entre julgar o pecado e ter o conhecimento do pecado. Pode estar ciente do pecado, mas não julgá-lo. Posso ouvir e ver que o próximo peca, mas não é meu dever contar a outros. Se me adianto e passo a julgar e sentenciar, caio em pecado maior que do outro. Se sabe de alguma coisa de outra pessoa deve guardar para si mesmo, até receberes ordem de ser juiz e punir oficialmente. Deus proíbe que alguém fale mal de outra pessoa, mesmo que seja culpada; muito menos ainda quando se sabe apenas de ouvir dizer. Tudo isto que foi dito trata-se dos pecados secretos, aqueles que não de conhecimentos de todos. Onde tiver um pecado público o problema deve ser tratado publicamente. Catecismo Menor: oitavo mandamento: Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. Que significa isto? Devemos temer e amar a Deus e, portanto, não mentir com falsidade, trair, caluniar ou difamar o próximo; mas devemos desculpá-lo, falar bem dele e interpretar tudo da melhor maneira.


 9-10
Catecismo Maior: Nono e décimo mandamento: O que é a cobiça? A cobiça é o pecado de um coração que deseja o que Deus não concedeu e insiste em tais coisas para a sua felicidade e realização. É uma fé idólatra, que confia nas coisas, no dinheiro e nos bens materiais, pessoas, amizades, reputação, posição social e na satisfação dos seus próprios desejos. A cobiça leva alguém a conspirar a fim de obter o que se deseja contrário à vontade de Deus e seduzir outras pessoas a abandonar a fidelidade a Deus com objetivo de alcançar o que se deseja. A cobiça é idolatria, isso nos leva para o primeiro mandamento. Jesus adverte o cristão da cobiça por que a cobiça é parte da natureza pecadora do homem. A cobiça transforma coisas em ídolo, portanto, ameaça a fé em Cristo. As palavras de Jesus são um convite ao arrependimento e a fé em Cristo. Ele convida a afastarmos o nosso coração das coisas a fim de que a nossa realização e a felicidade estejam somente em Cristo e que sejamos felizes com aquilo que Deus nos concede. A fé cristã consiste conhecer a Cristo pela fé e depender dEle  tanto para a salvação, como também para tudo o que se faz necessário para a manutenção do corpo e da vida. Catecismo Menor: Nono e décimo mandamento: NONO MANDAMENTO: Não cobiçarás a casa do teu próximo. Que significa isto? Devemos temer e amar a Deus e, portanto, não pretender adquirir, com astúcia, a herança ou casa do próximo, nem nos apoderar dela sob aparência de direito; mas devemos ajudar-lhe e servi-lo para conservá-la. DÉCIMO MANDAMENTO: Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem os seus empregados, nem o seu gado, nem coisa alguma que lhe pertença. Que significa isto? Devemos temer e amar a Deus e, portanto, não apartar, desviar ou aliciar a mulher do próximo, os seus empregados ou o seu gado; mas devemos aconselhá-los para que fiquem e cumpram o seu dever.

C

ONCLUSÃO DOS MANDAMENTOS Catecismo Menor: Que diz Deus de todos estes mandamentos? Ele diz: "Eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem, e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.” Que significa isto? Deus ameaça castigar todos os que transgridem estes mandamentos; por isso, devemos temer a sua ira e não transgredi-los. Mas Ele promete graça e todo o bem aos que os guardam. Por isso mesmo devemos amá-lo, confiar nele e de boa vontade cumprir os seus mandamentos.

Livro de Concórdia, Catecismo Maior e Menor

13/02/2016

Primeiro Domingo na Quaresma


Rev. Elissandro Ribeiro da Silva

No Primeiro Domingo na Quaresma o texto tradicional é a tentação de nosso Senhor Jesus Cristo pelo diabo no deserto. Tanto a leitura da Epístola, como a leitura do Santíssimo Evangelho, falam da Palavra como defesa. É importante destacarmos o fato que Jesus não é nosso exemplo, mas sim que Jesus é o nosso Salvador. E como isto pode ser aplicado neste texto? Podemos enfatizar a resposta de Jesus ao diabo, mas devemos enfatizar o Cristo que por nós enfrentou o diabo a fim de nos salvar.
 
No Catecismo Maior de Lutero, no Prefácio, temos um conselho precioso sobre a Palavra. Sem deixar de lado o fato mais importante da tentação de Jesus Cristo, que a sua tentação foi em nosso lugar; olhemos para a sua orientação em relação a Palavra de Deus:

"Além do que é um auxílio sobremodo poderoso contra o diabo, o mundo, a carne e todos os maus pensamentos ocupar-se com a Palavra de Deus, dela falar e sobre ela meditar. Razão por que o primeiro salmo chama de bem aventurado aqueles que 'meditam de dia e de noite na Lei de Deus'. Por certo não lograrás com nenhum incenso, ou outra aromatização algo mais poderoso contra o diabo do que se ocupares com os mandamentos e as palavras de Deus, sobre eles falares, cantares e meditares. Isso, com certeza, é água e o sinal da cruz verdadeiros, de que o diabo foge e por que se pode espantá-lo. Ora, sem dúvida já apenas por isso deverias prazerosamente ler, recitar, meditar e tratas essas partes, mesmo que nenhum outro fruto e proveito tivesses daí senão o de com isso poderes afugentar o diabo e os maus pensamentos." (Catecismo Maior, 10-11).