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28/08/2013

Simultaneamente justos e pecadores

“Santo Agostinho batizado por Santo Ambrósio” (1415), Niccolò di Pietro Gerini (c. 1340–1414)

O bem-aventurado Agostinho disse muito claramente que: “o pecado (a concupiscência) é perdoado no Batismo, não de modo que já não exista, mas no sentido de que ele não é mais imputado”. E o beato Ambrósio diz: “Eu sempre peco, e por isso sempre vou comungar”.

-- Bem-aventurado Martinho Lutero (1483-1546), doutor e reformador da igreja (A Epístola do Bem-aventurado Apóstolo Paulo aos Romanos, 1515-1516, OSel 8:277)

27/08/2013

Não é possível que pereça o filho de tantas lágrimas

"A Oração de Santa Mônica" Herbert Gustave Schmalz (1856–1935)

 Agostinho, sobre as lágrimas de sua mãe Mônica pela sua conversão:

"Mas como, depois de assim falar, minha mãe [Mônica] não se aquietasse, instando com maiores rogos e mais abundantes lágrimas a que me visitasse, para discutir comigo sobre o tal assunto [a doutrina maniqueísta que seduzia Agostinho], o bispo, cansado já de sua insistência, lhe disse: "Vai-te em paz, mulher, e continua a viver assim, que não é possível que pereça o filho de tantas lágrimas" – palavras que ela recebeu como vindas do céu, segundo me recordava muitas vezes em seus colóquios comigo." (Santo Agostinho, Confissões, Livro III, 21)

Fonte: Santo AGOSTINHO. Confissões. Trad.: Frederico Ozanam Pessoa de Barros. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.