31/07/2020

31 de julho - José de Arimateia


Este José, que é mencionado em todos os quatro Evangelhos, veio de uma pequena aldeia chamada Arimateia na região montanhosa da Judeia. Ele foi um membro respeitado do Sinédrio, o conselho religioso judaico em Jerusalém. É provável que José fosse rico, uma vez que era dono de um túmulo ainda sem uso, localizado num horto próximo do local da crucificação de Jesus (Mt 27.60). José de Arimateia, um homem que esperava ansiosamente pelo reino de Deus, foi até Pôncio Pilatos após a morte de Jesus e pediu o corpo do Salvador (Mc 15.43). Juntamente com Nicodemos, José tirou o corpo da cruz e o depositou no túmulo (Jo 19.39). Sua pública devoção a Jesus é um nítido contraste com o medo dos discípulos que abandonaram Jesus.

ORAÇÃO DO DIA:

Misericordioso Deus, teu servo José de Arimateia preparou o corpo de nosso Senhor e Salvador para o sepultamento com reverência e temor a Deus e o depositou em seu próprio túmulo. Ao seguirmos o exemplo de José, concede a nós, teu povo fiel, a mesma graça e coragem para amar e servir a Jesus com devoção sincera todos os dias de nossas vidas; através de Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém

Fonte: Treasury of Daily Prayer (St. Louis: Concordia Publishing House, 2008. p. 578-579)

Imagem: José de Arimateia, por Peter Cook Van Alst (1542)

30/07/2020

Nono Domingo após Pentecostes - 2 de agosto de 2020 (Ano A – Próprio 13)



Isaías 55.1–5
Salmo 136.1-9(23-26)
Romanos 9.1–5 (6-13)
Mateus 14.13–21


Cristo Jesus é o Pão Vivo que desceu do Céu para alimentar os filhos de Deus

Pelo evangelho de Cristo, “o qual é sobre todos, Deus bendito para sempre” (Rm 9.5), somos “filhos de Deus” (Rm 9.8), “não por obras, mas por aquele que chama” (Rm 9.11). Portanto, “ouçam com atenção”, “escutem, e vocês viverão”. Através de sua morte sacrificial, o Senhor fez “uma aliança eterna” para nós em sua carne e sangue. E agora que o Senhor nos chama para junto de si, vamos a ele para comer “o que é bom” e “saborear comidas deliciosas” (Is 55.2–3). Ele veio com divina compaixão para nos salvar do pecado e da morte e nos alimentar através dele. Da mesma forma que nosso Senhor Jesus certa vez pegou os pães, “os abençoou” e, “tendo partido os pães, deu-os aos discípulos, e estes deram às multidões” (Mt 14.18–19), agora ele também toma o pão e, por sua Palavra, o abençoa para ser seu próprio corpo e o distribui à sua Igreja pelas mãos de seus servos chamados e ordenados. Da mesma forma que “ainda recolheram doze cestos cheios dos pedaços que sobraram” naquela multiplicação de pães, hoje também Cristo oferece mais que o suficiente para que toda a sua Igreja coma e se farte (Mt 14.20).

ORAÇÃO DO DIA:


Pai celestial, apesar de não merecermos a tua bondade, ainda assim atendes todas as nossas necessidades do corpo e da alma. Concede-nos o teu Espírito Santo a fim de podermos reconhecer os teus dons, dar graças por todos os teus benefícios e te servir com obediência voluntária; através de Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

— Comentário traduzido e adaptado de Lectionary Summaries (The Lutheran Church—Missouri Synod). Salvo exceção, todas as citações da Bíblia Sagrada são da versão Nova Almeida Atualizada (NAA), da Sociedade Bíblica do Brasil. A Coleta é do Culto Luterano – Lecionários (Editora Concórdia).

Imagem: A multiplicação dos pães e peixes (1876 - 1901), por Salomoni Antonio

28/07/2020

Bach e o Luteranismo

Vitral na Westminster Presbyterian Church (Buffalo, NY, EUA)

Hoje é dia de Johan Sebastian Bach no calendário luterano. A relação de sua obra com a teologia luterana é a abordagem do texto (abaixo) do Prof. Richard Planting (Calvin University), que faz parte do ensaio mais abrangente "The Integration of Music and Theology in the Vocal Compositions of J. S. Bach", publicado na obra sobre música e teologia intitulada "Resonant Witness: Conversations Between Music and Theology" (Eerdmans, 2011).

Bach e o Luteranismo

O luteranismo ortodoxo de Bach o mergulhou numa tradição centrada nas Escrituras. Afinal, foi o estudo de Lutero sobre as Escrituras que lhe permitiu ver Deus não apenas como o assombroso e terrível juiz, mas também como o Deus gracioso que justifica os pecadores pela fé em Cristo. É somente através de Cristo que o Deus exigente e justo pode ser conhecido como amoroso e perdoador. Para Lutero, portanto, a morte expiatória de Cristo na cruz é fundamental, na medida em que a cruz é o evento no qual Cristo graciosamente justificou uma humanidade pecadora que não poderia justificar a si mesma. Lutero considerou assim a obra de Cristo na cruz, tanto como satisfação da justiça divina quanto como resgate do pecador acorrentado - e o ponto central dessa obra é a ressurreição no Domingo de Páscoa.

Tendo em vista o grande respeito que o luteranismo tem pelas Escrituras, não surpreende que Bach tenha sido um meticuloso leitor da Bíblia. Como leitor pré-moderno da Bíblia, Bach não leu o texto de forma histórico-crítica (ou seja, diacronicamente), como muitos leitores modernos estão dispostos a fazer. Ao invés disso, Bach era propenso a ler o texto literalmente (ou seja, sincronicamente) como narrativa realista. Uma abordagem narrativa enfatiza a tipologia; isto é, enxerga aspectos no texto como sendo figuras ou representações simbólicas que apontam para Cristo. Conforme Hans Frei argumenta, essa abordagem do texto das Escrituras foi apoiada por Lutero e Calov, dos quais Bach tomou as mais importantes estratégias e chaves hermenêuticas como leitor da Bíblia. No Novo Testamento, em particular, um leitor da Bíblia luterano ortodoxo pré-moderno reconhecia a importância do paradigmático segundo Adão - ou seja, Cristo - o representante da humanidade que morreu e justificou toda a humanidade.

As doutrinas básicas do luteranismo formaram o alicerce do mundo teológico em que Bach nasceu, cresceu e trabalhou. Mas não foi apenas a teologia que fez do luteranismo um ambiente hospitaleiro para o gênio de Bach. Entre os reformadores protestantes do século XVI, Lutero se destaca por sua devoção à música, que ele considerava uma boa dádiva de Deus. Veja, por exemplo, os comentários a seguir, extraídos de diversas obras de Lutero: “a música é a maior dádiva de Deus que muitas vezes me induziu e inspirou a pregar”; “ao lado da Palavra de Deus, a música merece o mais alto louvor”; “fora a teologia, não existe arte que possa ser colocada no mesmo nível da música”. Com suas profundas ideias teológicas e sua alta estima pela música, Lutero empreendeu na década de 1520 uma reforma da liturgia católica romana para a emergente comunidade que ele liderava. Ao fazer isso, Lutero deixou claro que os fiéis deveriam cantar hinos, alguns dos quais ele próprio adaptou ou escreveu. Um dos principais fatores no desenvolvimento geral da música sacra protestante na Alemanha antes de Bach é a teologia de Lutero. Em especial, a visão de Lutero sobre as Escrituras foi fundamental, como observa Alfred Durr: “A convicção de que a Palavra de Deus, conforme enunciada na Bíblia, é morta e ineficaz, a menos que seja proclamada, que tudo depende de torná-la corrente, resultou cada vez mais numa nova orientação para a música da igreja”.

Embora não exista uma linha direta de Lutero a Bach, e ainda que a tradição que carrega o nome de Lutero não tenha desenvolvido uma teologia da música sem controvérsias, há continuidades inconfundíveis entre a Wittenberg de Lutero do século XVI e a Leipzig de Bach do século XVIII. Para completar os aspectos teológicos e musicais do luteranismo examinados acima, tem a questão do calendário litúrgico luterano, uma espécie de aparato teológico do qual Bach tirou proveito. Após chegar a Leipzig em maio de 1723, o novo cantor da Thomasschule planejou ciclos (Jahrgänge) de cantatas organizadas em torno do calendário litúrgico, começando quatro domingos antes do Advento e terminando por volta do Vigésimo Sétimo Domingo após Trindade. Bem instruído no texto bíblico e na teologia cristã, incluindo o leitmotif luterano da teologia da cruz, o cristocêntrico Bach concentrou na Sexta-feira Santa o seu foco no calendário litúrgico luterano. As Paixões magistrais que ele compôs para este dia do Ano Eclesiástico refletem a percepção de Bach para este dia como epicentro do cristianismo.

Fonte: PLANTINGA, Richard J. The Integration of Music and Theology in the Vocal Compositions of J. S. Bach. BEGBIE, Jeremy S.; GUTHRIE, Steven R. (Editores). In: Resonant Witness: Conversations Between Music and Theology. William B. Eerdmans Publishing, 2011. pp. 221-223.

Tradução: Josemar Alves Bonho

25/07/2020

Oitavo Domingo após Pentecostes - 26 de julho de 2020 (Ano A – Próprio 12)


Deuteronômio 7.6–9
Salmo 125
Romanos 8.28–39
Mateus 13.44–52


O Filho de Deus nos redimiu com seu santo e precioso sangue

O Senhor nosso Deus nos escolheu para ser “o seu povo especial”, não por causa de alguma qualidade ou força de vontade em nós, mas apenas “porque o Senhor ama” a cada um de nós (Dt 7.6-8). “Ele é o Deus, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos” (Dt 7.9). Cristo nos procurou e nos encontrou em amor, e tendo considerado isso “de grande valor”, pagou por nós um alto preço na cruz (Mt 13.45-46). “Então, transbordante de alegria”, Jesus nos redimiu por sua cruz e através do Evangelho nos reúne no Reino dos Céus. Agora, o povo de Deus está “escondido no campo” (Mt 13.44), encobertos pela cruz e sujeitos à perseguição do mundo, não para a destruição, mas “para serem conformes à imagem de seu Filho” (Rm 8.29). Visto que fomos “chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28) e que Cristo Jesus morreu, ressuscitou e vive para interceder por nós “à direita de Deus” (Rm 8.34), não há nada em toda a criação que “poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8.39).

ORAÇÃO DO DIA:

Todo-poderoso e eterno Deus, faze crescer a nossa fé, esperança e amor para que, recebendo o que prometeste, possamos amar o que ordenas; através de Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

— Comentário traduzido e adaptado de Lectionary Summaries (The Lutheran Church—Missouri Synod). Salvo exceção, todas as citações da Bíblia Sagrada são da versão Nova Almeida Atualizada (NAA), da Sociedade Bíblica do Brasil. A Coleta é do Culto Luterano – Lecionários (Editora Concórdia).

Imagem: Parábola do Tesouro Enterrado, Mateus 13.44-46”, por Edward Riojas.

São Tiago Maior, Apóstolo (25 de julho)



Atos 11.27–12.5
Romanos 8.28–39
Marcos 10.35–45


Os filhos de Zebedeu pediram para assentar-se à direita e à esquerda de Jesus na sua glória (Mc 10.37). Mas eles não sabiam o que estavam pedindo (Mt 20.22), pois o reino de Deus não é glória e poder, mas cruz. Tomamos a nossa cruz e seguimos a Jesus. Por amor dele, somos entregues à morte continuamente, somos considerados como ovelhas para o matadouro. Mas, em todas estas coisas, somos mais que vencedores, por meio de Jesus (Rm 8.36–37), cuja morte foi única. Somente ele foi batizado com o nosso pecado e bebeu o cálice da ira de Deus (Mc 10.38). Vivemos a serviço de nosso próximo conforme o exemplo de Jesus, mas somente Ele é o Filho do Homem, que veio para dar a sua vida em resgate por muitos (Mc 10.45). Hoje a Igreja comemora o cumprimento da profecia de Cristo sobre a vida de Tiago, que foi morto com a espada de Herodes (At 12.2). Ele é honrado como o primeiro apóstolo a ser conforme à imagem do Filho de Deus (Rm 8.29). Mas nada, nem mesmo uma espada, poderia separar Tiago do amor de Cristo. Pois é Cristo Jesus quem morreu, ou melhor, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós (Rm 8.34–35).

ORAÇÃO DO DIA:

Ó gracioso Deus, teu servo e apóstolo Tiago foi o primeiro entre os Doze a sofrer o martírio em nome de Jesus Cristo. Derrama sobre os líderes da tua Igreja este espírito de serviço abnegado para que possamos esquecer todas as atrações falsas e passageiras e seguir somente a Jesus, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

— Comentário traduzido e adaptado de Lectionary Summaries (Feasts, Festivals and Occasions) editado pelo Rev. Sean Daenzer e publicado por LCMS Worship. Salvo exceção, todas as citações da Bíblia Sagrada são da versão Nova Almeida Atualizada (NAA), da Sociedade Bíblica do Brasil. A Coleta é do Culto Luterano – Lecionários (Editora Concórdia).

Imagem: São Tiago Maior, por Artus Wolffort (1581–1641)

22/07/2020

Santa Maria Madalena (22 de julho)



Provérbios 31.10–31
Atos 13.26–31
João 20.1–2, 10–18

Mulher virtuosa, quem a achará?” (Pv 31.10). O amor do Senhor não procura aquilo que é agradável. Em vez disso, seu amor buscou pecadores e se entregou por eles, purificando-os, para apresenta-los a si mesmo como uma noiva imaculada (Ef 5). Cristo não teve uma esposa na terra, pois sua noiva é a Igreja – a assembleia de pecadores perdoados e resgatados por sua morte e ressurreição. Nesta Igreja está Santa Maria Madalena, uma das testemunhas que tinham acompanhado Jesus da Galileia para Jerusalém (At 13.31). O Senhor a resgatou do poderio de sete demônios e ela ajudou Jesus e os seus discípulos com os seus bens (Lc 8.2–3). Tradicionalmente, os cristãos têm associado Maria Madalena com a mulher penitente anônima, que teve seus muitos pecados perdoados pela fé e, por isso, ela muito amou, ungindo os pés de Jesus (Lc 7.36–50). Ela estava lá na morte de Cristo, estava presente em seu sepultamento e foi honrada como a primeira testemunha de sua ressurreição. É muito provável que naquela manhã da ressurreição, Maria Madalena tenha se agarrado a Jesus ali no jardim, com medo de perdê-lo novamente, mas o Senhor pediu que ela não o detivesse, pois ainda não tinha subido para seu Pai e nosso Pai (Jo 20.16–18), “acima de todos os céus, para encher todas as coisas” (Ef 4.10). Até o momento atual, Jesus Cristo pode ser ouvido através da Palavra de suas testemunhas e se faz presente corporalmente na sua Santa Ceia, para que a graça seja muito mais abundante (Rm 5.20), não só como foi para Maria Madalena, mas para todo penitente “que teme o Senhor” (Pv 31.30).

ORAÇÃO DO DIA:

Todo-poderoso Deus, teu Filho Jesus Cristo restaurou Maria Madalena à saúde e chamou-a para ser a primeira testemunha de sua ressurreição. Cura-nos de todas as nossas enfermidades e chama-nos para conhecer a ti no poder da vida eterna do teu Filho; pelo mesmo Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

— Comentário traduzido e adaptado de Lectionary Summaries (Feasts, Festivals and Occasions) editado pelo Rev. Sean Daenzer e publicado por LCMS Worship. Salvo exceção, todas as citações da Bíblia Sagrada são da versão Nova Almeida Atualizada (NAA), da Sociedade Bíblica do Brasil. A Coleta é do Culto Luterano – Lecionários (Editora Concórdia).

19/07/2020

Sétimo Domingo após Pentecostes - 19 de julho de 2020 (Ano A – Próprio 11)


Isaías 44.6–8
Salmo 119.57-64
Romanos 8.18–27
Mateus 13.24–30, 36–43


A Palavra do Evangelho confere a justiça de Cristo e produz fé

A boa semente semeada por Jesus, o “Filho do Homem” (Mt 13.37), produz uma colheita de fé e produz bons frutos nos “filhos do reino” (Mt 13.38). Tudo o que é semeado além da Palavra de Cristo é do diabo, que planta as ervas daninhas da incredulidade e do pecado, até mesmo no meio do povo de Deus. Felizmente, o Senhor é paciente e não arranca as ervas daninhas, para que as plantas não sejam destruídas. Ele deixa que ambas “cresçam juntos até a colheita” (Mt 13.30), enquanto continua a pregar o arrependimento e o perdão dos pecados. Assim, o Senhor preserva a sua Igreja em justiça, pois só Ele é “o Rei e Redentor de Israel” (Is 44.6). “Não fiquem apavorados, nem tenham medo” (Is 44.8), pois todas as coisas estão sob seu gracioso cuidado e amparo. Assim como a “criação aguarda a revelação dos filhos de Deus” com ardente expectativa (Rm 8.19), nós também aguardamos com paciência nesta mesma esperança. Apesar de ainda não vermos isto, “o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza” (Rm 8.26) e, na realidade, “os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Rm 8.18).

ORAÇÃO DO DIA:


Ó Senhor, dirige e governa nossos corações e mentes pelo teu Espírito Santo de tal maneira que, mesmo cientes do teu juízo final, possamos ser encorajados à santidade de viver aqui e habitar contigo em perfeita alegria na vida futura; através de Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

— Comentário traduzido e adaptado de Lectionary Summaries (The Lutheran Church—Missouri Synod). Salvo exceção, todas as citações da Bíblia Sagrada são da versão Nova Almeida Atualizada (NAA), da Sociedade Bíblica do Brasil. A Coleta é do Culto Luterano – Lecionários (Editora Concórdia).

Imagem: Parábola do Joio no meio do Trigo, atribuído a Isaac Claesz van Swanenburg, 1590 - 1610 (Rijksmuseum, Amsterdam)

12/07/2020

Sexto Domingo após Pentecostes – 12 de julho de 2020 (Ano A – Próprio 10)


Isaías 55.10-13
Salmo 65.(1-8) 9-13
Romanos 8.12-17
Mateus 13.1-9, 18-23


A pregação da Palavra de Cristo produz frutos de fé e amor
Assim como a chuva e a neve descem dos céus” e “regam a terra e a fazem produzir” (Is 55.10), assim também a Palavra de Deus realiza o seu propósito, concedendo alegria e paz mediante o perdão dos pecados e produzindo frutos de fé e amor naqueles que são chamados por seu nome. Jesus Cristo, a Palavra encarnada, estabeleceu o nome do Senhor como um “sinal eterno, que nunca se apagará” (Is 55.13). Ele abre os nossos ouvidos para ouvir, nossas mentes para compreender e nossos corações para crer na sua Palavra, a fim de que o Maligno não venha e a tire de nós. Por isso, Jesus transforma nossos corações pedregosos em terra boa, que “frutifica e produz” porque se apega ao Evangelho (Mt 13.23). O próprio Jesus é o primogênito de todos os que “receberam o Espírito de adoção” (Rm 8.15). Como filhos de Deus, “guiados pelo Espírito de Deus”, não vivemos atemorizados, mas clamamos com fé ao Pai Celeste (Rm 8.14-15). E, se sofremos com Cristo, o Filho amado, é “para que também com ele sejamos glorificados” (Rm 8.17).

ORAÇÃO DO DIA:

Bendito Senhor, visto que fizeste que as Escrituras Sagradas fossem escritas para nosso ensino, concede que possamos ouvir, ler, observar, estudar e internamente digeri-las, a fim de podermos abraçar e sempre manter firme a bendita esperança da vida eterna; através de Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

— Comentário traduzido e adaptado de Lectionary Summaries (The Lutheran Church—Missouri Synod). Salvo exceção, todas as citações da Bíblia Sagrada são da versão Nova Almeida Atualizada (NAA), da Sociedade Bíblica do Brasil. A Coleta é do Culto Luterano – Lecionários (Editora Concórdia).

Imagem: The Sower of the Seminary (Edward Riojas, 2012)

04/07/2020

Quinto Domingo após Pentecostes - 5 de julho de 2020 (Ano A – Próprio 9)


Zacarias 9.9–12
Salmo 145.1-14
Romanos 7.14–25a
Mateus 11.25–30


Jesus Cristo, nosso Salvador, é a nossa verdadeira paz e nosso descanso definitivo

Mesmo que tenhamos morrido com Cristo no Santo Batismo e tenhamos ressuscitado para uma nova vida em Cristo, encontramos “outra lei” guerreando em nosso corpo e mente, isto é, nosso velho Adão contra o novo homem (Rm 7.21-23). “O querer o bem está em” nós mediante o Espírito de Cristo, mas não somos capazes de fazer isso porque “não habita bem nenhum” em nossa carne pecaminosa (Rm 7.18). “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor”, que nos livra “do corpo desta morte” (Rm 7.24–25). Nos alegramos e exultamos em Cristo, nosso humilde Rei, que vem até nós, “justo e salvador” (Zc 9.9). O Salvador anuncia paz aos nossos corações aflitos, e pelo seu sangue da Nova Aliança, nos liberta “da cova em que não havia água” e nos leva de volta “para a fortaleza” do nosso Batismo (Zc 9.10–12). Cristo chama a todos “que estão cansados e sobrecarregados” e concede alívios às nossas almas através do seu gratuito e completo perdão (Mt 11.28). Esse perdão aliviador não acontece porque somos “sábios e instruídos”, mas acontece unicamente por causa da graciosa vontade de Deus, o Pai, àqueles “a quem o Filho o quiser revelar” em amor (Mt 11.25–27).

ORAÇÃO DO DIA:

Gracioso Deus, nosso Pai celestial, que em tua misericórdia nos atendes todos os dias, sê nossa força e auxílio em meio às mudanças cansativas deste mundo e, ao final da vida, concede-nos o teu prometido descanso e as perfeitas alegrias da tua salvação; através de Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

— Comentário traduzido e adaptado de Lectionary Summaries (The Lutheran Church—Missouri Synod). Salvo exceção, todas as citações da Bíblia Sagrada são da versão Nova Almeida Atualizada (NAA), da Sociedade Bíblica do Brasil. A Coleta é do Culto Luterano – Lecionários (Editora Concórdia).

Imagem: Christus Consolator, 1884, por Carl Heinrich Bloch (1834 – 1890)

02/07/2020

A Visitação (2 de julho)



Isaías 11.1–5
Romanos 12.9–16
Lucas 1.39–45 (46–56)


Hoje a casa de Zacarias está pronta para louvar: “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo” (Lc 1.68). As Escrituras se cumpriram: “Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes brotará um renovo” (Is 11.1). Mas quem poderia levantar um rei de uma linhagem acabada? Somente o próprio Senhor! Ele não será um filho da vontade humana, mas será o Descendente da mulher (Gn 3.15). A Palavra do Senhor fez isso, e assim todos são abençoados nele. A saudação da bem-aventurada Maria fez com que João estremecesse de alegria no ventre de Isabel (Lc 1.41). Isabel e seu bebê se alegraram com o que a Palavra produziu: “Bem-aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras que lhe foram ditas da parte do Senhor” (Lc 1.45). Da mesma forma, também nos alegramos com os que se alegram (Rm 12.12–15), pois nossa alegre esperança é o Senhor que nos visitou para redimir, não apenas uma cidade em Judá, mas todo o mundo caído (Lc 1.39). O Espírito Santo revela onde a salvação pode ser encontrada: no bendito fruto do ventre de Maria. E toda a Igreja se alegra, dizendo: “É o meu amado! Vejam! Aí vem ele” (Ct 2.8).

ORAÇÃO DO DIA:

Todo-poderoso Deus, tu escolheste a Virgem Maria para ser a mãe de teu Filho e tornou conhecido através dela o teu gracioso afeto para com os pobres, humildes e desprezados. Concede que possamos receber a tua Palavra com humildade e fé, e assim nos tornemos um com Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

— Comentário traduzido e adaptado de Lectionary Summaries (Feasts, Festivals and Occasions) editado pelo Rev. Sean Daenzer e publicado por LCMS Worship. Salvo exceção, todas as citações da Bíblia Sagrada são da versão Nova Almeida Atualizada (NAA), da Sociedade Bíblica do Brasil. A Coleta é do Culto Luterano – Lecionários (Editora Concórdia).