14/07/2013

Ser Cristo para o próximo

“O Milagre dos Pães e Peixes”, Jacob de Backer (c. 1555 - c. 1585)
Cristo vem antes de pedir-lhe para vir ou fazer algo e diz aos seus discípulos: “Tenho compaixão da multidão, porque já está comigo há três dias, e não tem nada para comer e se eu os mandar em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho.”
Que Cristo simpático nós temos, que ainda provê alimento para os nossos pobres estômagos. Aqui, uma nova esperança é despertada e a pessoa é confortada pelas palavras de Cristo, como ele diz: Eles permanecem lá e esperam por mim até o terceiro dia. Devo dar-lhes também o que eles precisam. Aqui você vê que todos os que se apegam fielmente à Palavra de Deus serão alimentados pelo próprio Deus, pois essa é a natureza e o poder da fé, que brota somente da Palavra de Deus.
 Ora, assim como você aprendeu a fé, também aprendemos o amor, pois Cristo deseja colocar diante de nós uma dupla imagem, ou seja, uma imagem de fé, que não devemos ficar mais ansiosos, e também um retrato de amor, que, assim como ele faz por nós, muito preocupado com nosso bem-estar, nos alimenta e nos dá de beber e vestir, tão somente por livre amor, não por causa de seu próprio proveito ou por causa de nossa dignidade, assim também devemos fazer o bem ao nosso próximo, livremente e gratuitamente, por puro amor, por que, assim como ele é um Cristo para ti, você deve ser também um Cristo para o seu próximo.

-- Trecho de homilia do bem-aventurado Martinho Lutero para o Sétimo Domingo após Trindade (São Marcos 8.1-9), publicado em sua Postila da Igreja de 1523.

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