30/10/2020

Dia da Reforma - 31 de outubro


Apocalipse 14.6–7
Salmo 46
Romanos 3.19–28
João 8.31–36 ou Mateus 11.12–19


Em 31 de outubro de 1517, um monge agostiniano postou noventa e cinco declarações para discussão na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, na Alemanha. O Dr. Martinho Lutero esperava que a publicação de suas teses trouxesse um debate acadêmico sobre o arrependimento, a venda de indulgências e outros assuntos de interesse dentro da Igreja Católica Romana. No entanto, Roma acabou excomungando Lutero, julgando-o um herege. As reformas de Lutero, centradas no ensino de que o crente é justificado pela graça, mediante a fé em Jesus Cristo, desencadearam reformas religiosas não apenas nos estados germânicos, mas também em muitos países europeus. Em 1667, o eleitor João Jorge II da Saxônia oficializou o costume de comemorar a postagem das Noventa e Cinco Teses de Lutero em 31 de outubro.

ORAÇÃO DO DIA:

Todo-poderoso e gracioso Senhor,
derrama o teu Espírito Santo sobre o teu povo fiel.
Mantém-nos firmes em tua graça e verdade,
protege e livra-nos em momentos de tentação,
defende-nos contra todos os inimigos
e concede à tua Igreja a tua paz salvadora;
através de Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor,
que vive e reina contigo e o Espírito Santo,
um só Deus, agora e sempre.

Amém.

Fonte: Treasury of Daily Prayer (St. Louis: Concordia Publishing House, 2008. pág. 868)

31 de Outubro – Dia da Reforma Luterana


LEITURA BÍBLICA

Então Jesus disse para os que creram nele: — Se vocês continuarem a obedecer aos meus ensinamentos, serão, de fato, meus discípulos e conhecerão a verdade, e a verdade os libertará. (João 8.31-32 NTLH)

HINO: Castelo Forte (Hinário Luterano 165)

Castelo forte é nosso Deus,
defesa e boa espada;
da angústia livra desde os céus
nossa alma atribulada.
Investe Satã
com hábil afã
e sabe lutar
com força e ardil sem par;
igual não há na terra.

Sem força para combater,
teríamos perdido.
Por nós batalha e irá vencer
quem Deus tem escolhido.
Quem é vencedor?
Jesus Redentor,
o próprio Jeová,
pois outro Deus não há;
triunfará na luta.

O mundo venham assaltar
demônios mil, furiosos,
jamais nos podem assombrar,
seremos vitoriosos.
Do mundo o opressor,
com todo rigor
julgado ele está;
vencido cairá
por uma só palavra.

O Verbo eterno ficará,
sabemos com certeza,
e nada nos perturbará
com Cristo por defesa.
Se vierem roubar
os bens, vida e o lar —
que tudo se vá!
Proveito não lhes dá.
O céu é nossa herança.

29/10/2020

A SAGRADA LITURGIA (Parte VIII)

 


CREDO

            Agora que ouvimos a Palavra de Deus, que a Voz do Senhor foi proclamada aos nossos ouvidos e corações, agora que ele próprio, através da leitura e da pregação das Sagradas Escrituras, nos quebrantou e nos converteu, nós podemos dizer: “Cremos em um só Deus, Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra... E em um só Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus... E no Espírito Santo, Senhor e Doador da vida, o qual procede do Pai e do Filho, que juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado” (Credo Niceno). Com os Credos Ecumênicos, usados pela Igreja a quase 2.000 anos, nós temos o privilégio de confessar e testemunhar a Fé que o próprio Deus colocou em nossos corações. Além disso, seguimos o ensinamento do próprio Jesus, conforme registrado no Evangelho segundo S. Mateus 10:32: “todo aquele que me confessar diante dos outros, também eu o confessarei diante do meu Pai, que está nos céus”.

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Rev. Helvécio J. Batista Jr.
Ministro do Senhor na Paróquia Evangélica Luterana Bom Pastor
Cariacica/ES

28/10/2020

A SAGRADA LITURGIA (Parte VII)

 


AS SAGRADAS ESCRITURAS

            A Sagrada Liturgia para o Culto Divino é repleta de citações, paráfrases e versículos bíblicos. Mesmo assim, ela reserva um momento muito especial para a Leitura e a Reflexão de textos bíblicos, tanto do Antigo Testamento quanto do Novo Testamento, revelando para nós a plenitude da Palavra de Deus. Em meio a este verdadeiro banquete das Sagradas Escrituras, que segue com o Santo Evangelho para o dia e a Santa Pregação, o povo de Deus entoa “aleluias”, que nada mais é do que uma declaração de alegria e adoração ao Senhor. Afinal, no Culto Divino estamos tão felizes e agradecidos por Deus estar conosco e falando conosco através de sua Palavra que só podemos exaltar: “O Senhor é tremendo, Louvado seja o Senhor, Aleluia!” (Salmo 111:1). 

        Aqui também é importante ressaltar que, pelo fato de a Igreja seguir leituras previamente indicadas nos Lecionários “Trienal” e “Anual”, ela consegue transmitir o todo dos ensinamentos das Sagradas Escrituras a cada ano aos seus fiéis.

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Rev. Helvécio J. Batista Jr.
Ministro do Senhor na Paróquia Evangélica Luterana Bom Pastor
Cariacica/ES

 

27/10/2020

A SAGRADA LITURGIA (Parte VI)

 


KYRIE ELEISON e GLORIA IN EXCELSIS DEO

            As ruas do mundo antigo estavam cheias de mendigos que abordavam aqueles que passavam. Esses mendigos eram totalmente desfavorecidos e, por isso, dependiam da misericórdia de alguém ou alguns que se compadecessem deles. Para isso, havia uma arte de mendigar: ao invés de serem agressivos ou exigente, aqueles mendigos apelavam para aqueles que passavam, clamando: “Kyrie Eleison!” – “Senhor, Misericórdia!”. 

                Quando a Sagrada Liturgia nos leva a clamar dessa mesma maneira, ela nos auxilia a jamais esquecermos que enquanto estamos nesta vida continuamos a ser simultaneamente justos e pecadores. Isto significa que, mesmo após termos sido abençoados com o Perdão de Deus e, por causa disso, o glorificado pela Santa Comunhão com ele que o Culto Divino está proporcionando, continuamos no “mundo”, ainda vivemos neste “vale de lágrimas”, permanecemos totalmente dependentes da ajuda graciosa de nosso Senhor. E sendo assim, não podemos perder de vista esta realidade e, então, como fez aquele cego e mendigo, ao ouvir que Jesus estava próximo – conforme o Evangelho segundo S. Marcos 10:47 – clamar: “Senhor, Misericórdia!”. O Hinário Luterano indica este texto bíblico especialmente neste momento para que através destas palavras possamos olhar para nós mesmos e vermos que, enquanto estamos nesta vida, sofremos, choramos, nos angustiamos e dia-após-dia nos damos conta que não somos tão fortes quanto imaginávamos e é assim que, então, reconhecemos que sempre precisamos de ajuda, que em todos os momentos precisamos de alguém que possa agir misericordiosamente para conosco. 

                A Sagrada Liturgia não somente nos ensina isso, mas também revela a resposta para este clamor: Da mesma forma como Jesus chegou até aquele homem e teve misericórdia dele, nós também podemos ter a certeza que o mesmo ele faz para conosco. E isto é revelado para nós com as palavras dos anjos de Deus por ocasião do nascimento de Jesus: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (S. Lucas 2.14). Essas mesmas palavras agora são ditas na Sagradas Liturgias para termos a tranquilidade e a certeza que este mesmo Deus, este mesmo Emanuel, de fato, também está conosco misericordiosamente. Jesus não apenas esteve aqui nesse mundo e foi misericordioso somente para com as pessoas há 2.000 anos atrás. Hoje ele também está com a gente! Hoje ele continua agindo misericordiosamente para com todos nós! Por tudo isso, o “Gloria in Excelsis”, conforme aponta o Hinário Luterano ainda lembra as palavras de São João Batista, ao ver Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (S. João 1.29).

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Rev. Helvécio J. Batista Jr.
Ministro do Senhor na Paróquia Evangélica Luterana Bom Pastor
Cariacica
/ES

26/10/2020

A SAGRADA LITURGIA (Parte V)

 


INTROITO

            A Sagrada Liturgia do Culto Divino, após nos lembrar quem somos e quem o Senhor é, nos conduzir pelo reconhecimento de nossa natureza pecaminosa e nos consolar com a Santa Absolvição por parte do próprio Deus através de um Ministro devidamente ordenado e chamado; nos coloca agora diante de uma exposição gigantesca da Palavra de Deus. E isto se inicia de forma muito especial com o Introito – ou a “introdução” da temática do Culto – que normalmente é composto pelo Salmo do Dia seguido pelo “Gloria Patri” – um cântico de louvor e gratidão à Santíssima Trindade, onde se declara e confessa que aquela comunhão íntima e bem-aventurada do ser humano com o Senhor antes da queda, “no princípio”, plena e perfeita, “agora é”, no Culto Divino, por causa do Perdão dos pecados, “e por todo o sempre há de ser”, na Vida Eterna com este Senhor! Além disso, o Introito nos leva a reconhecer que tudo provém do Senhor e, por isso, conforme Apocalipse 1:4 e 4:11, aquele que “era, que é e que sempre será” é o único digno “de receber a glória, a honra e o poder”.

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Rev. Helvécio J. Batista Jr.
Ministro do Senhor na Paróquia Evangélica Luterana Bom Pastor
Cariacica/ES

25/10/2020

Vigésimo Primeiro Domingo após Pentecostes – 25 de outubro de 2020 (Ano A – Próprio 25)

Levítico 19.1-2,15-18
Salmo 1
1 Tessalonicenses 2.1-13
Mateus 22.34-46

Em divino e santo amor, o Senhor Jesus nos santifica pelo Evangelho da sua Cruz

O povo de Deus deve ser santo assim como Ele é santo. Por isso, devemos temer, amar e confiar nele acima de todas as coisas, e nessa fé cada um “ame o seu próximo como você ama a si mesmo” (Lv 19.18). Esta fé em Deus e este amor ao próximo são os dois grandes mandamentos dos quais “dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22.40). O Senhor, nosso Deus, cumpriu sua Lei em nosso lugar - em seu grande amor por nós, de todo seu coração, alma e mente, e num corpo de carne e sangue como o nosso. O Senhor de Davi tornou-se o Filho de Davi, para que todos os nossos inimigos fossem colocados debaixo dos seus pés e para que Nele possamos ser exaltados à mão direita de Deus (Mt 22.43-45). Por isso os seus servos carregam sua cruz em fé e amor. Por causa do Evangelho os servos de Cristo sofrem perseguição por suas obras, suportando suas dificuldades com mansidão, “assim como uma mãe que acaricia os próprios filhos” (1 Ts 2.7). Da mesma forma e com muito afeto, os servos de Cristo exortam, consolam e admoestam o próximo “como um pai trata os seus filhos” (1 Ts 2.11-12).

ORAÇÃO DO DIA:
 
Ó Deus, que nos ordenaste amar a ti acima de todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos, concede-nos o Espírito para pensar e fazer o que é agradável a ti, a fim de que nossa fé em ti nunca vacile e nosso amor uns pelos outros nunca enfraqueça; através de Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

— Comentário traduzido e adaptado de Lectionary Summaries (The Lutheran Church—Missouri Synod). Salvo exceção, todas as citações da Bíblia Sagrada são da versão Nova Almeida Atualizada (NAA), da Sociedade Bíblica do Brasil. A Coleta é do Culto Luterano – Lecionários (Editora Concórdia).

Imagem: Moisés e Arão com as Tábuas da Lei (c. 1692), por artista desconhecido (Jewish Museum London)